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Portal Terra BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Rider de Brito, estipulou na noite de ontem o prazo final para que a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect) entrem em acordo sobre o fim da greve que entra no seu 18º dia. Segundo a assessoria do TST, se a conciliação não acontecer até as 17h de hoje, o tribunal não intermediará mais as negociações. Nesta quinta-feira, Brito se reuniu com o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, pela manhã e com representantes da diretoria da Fentect durante a tarde. Segundo o TST, a ECT protocolou uma nova proposta e a federação dos funcionários apresentou uma contraproposta ao ministro, que foi discutida, mas não foi protocolada. A diretora da Fentect, Sandra Martins, afirmou ontem que o sindicato havia protocolado a contraproposta à conciliação. Contudo, hoje ela disse que houve "falha jurídica e falha de comunicação". "O ministro recebeu (a proposta), leu, nós discutimos... Mas criou-se esse constrangimento", afirmou Sandra, sobre nota divulgada ontem pelo TST afirmando que a contraproposta não havia sido formalizada. Os trabalhadores reivindicam o cumprimento do acordo que garante o adicional de risco de 30% para os carteiros, a negociação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a discussão sobre o pagamento dos dias parados devido à greve. Os funcionários estão em greve desde o dia 1º de julho. Na conciliação apresentada pelo TST, o principal ponto é a criação de um plano de cargos e salários, elaborado com a participação dos servidores e com 30% de gratificação sobre o salário proporcional ao período em que trabalham na rua.
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