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JB Online RIO - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa, que investiga a atuação das milícias ouvirá nesta quinta-feira dois promotores de Justiça que atuam nos bairros de Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, e o escrivão da 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande), que fez o registro de ocorrência do atentando a bomba contra a unidade policial na madrugada de 11 de junho. A reunião será realizada às 10h, na sala 311 do Palácio Tiradentes. Segundo o deputado Marcelo Freixo (PSOL), presidente da CPI, através dos depoimentos, serão colhidas todas as informações que os promotores que trabalham diretamente nas áreas de atuação desses grupos têm para fornecer à comissão. O deputado disse que tem certeza de que os promotores têm posse de um material muito vasto, que contribuirá para a investigação. As convocações, aprovadas em reunião fechada na quinta-feira passada, darão início à parceria firmada entre a CPI e o Ministério Público estadual, que indicou à comissão os nomes dos promotores Jorge Magno, da Vara de Campo Grande, e Bruno Stibich, que atua em Santa Cruz, para serem ouvidos. O depoimento do escrivão da 35ª DP, cujo nome não foi divulgado, acontecerá em seguida, e será fechado. Para Freixo, os depoimentos, somados às denúncias recebidas pelo Disque Milícia da Alerj (0800 28 20 376), serão fundamentais para nos ajudar a descobrir a extensão da dominação das milícias na Zona Oeste. A nova reunião está marcada para o dia 24, em que serão avaliadas as denúncias recebidas pelo Disque Milícia.
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