Defesa diz desconhecer acusações contra Dantas

JB Online

RIO DE JANEIRO - O advogado do banqueiro Daniel Dantas, Nélio Machado, disse, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, que seu cliente ainda está em casa, acompanhado de agentes da Polícia Federal. O advogado não quis se pronunciar sobre o teor das acusações, alegando ainda não estar ciente delas. De acordo com Machado, isso estaria prejudicando a defesa de Dantas.

A PF também prendeu pela manhã o banqueiro, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o empresário Naji Nahas. Ao todo, a Polícia Federal emitiu 24 mandados de prisão e 52 de busca e apreensão. Os policiais trabalham em São Paulo, Salvador, Brasília e Rio de Janeiro. Os detidos foram presos em casa.

Daniel Dantas está sendo transferido para São Paulo, de onde toda a ação partiu. Às 14h30 a PF dará uma entrevista coletiva á imprensa e apresentará todo o balanço da operação. Além dos três presos, até o momento não se tem informações sobre quantos mandados de prisão foram cumpridos.

O advogado afirmou que desde o dia 26 de abril, quando o jornal Folha de S.Paulo publicou uma matéria sobre possíveis crimes cometidos pelo banqueiro e outros integrantes do Opportunity, vem tentando buscar informações sobre o caso.

Ele disse que, desde então, impetrou habeas-corpus junto ao Tribunal Regional Federal de São Paulo, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) com a finalidade de obter as mesmas informações que foram passadas ao jornalista.

- Estou há dois meses e meio tentando descobrir o que existe contra o meu constituinte e contra pessoas do Opportunity e não tive êxito. E a matéria dada por um certo jornal afirma com todas as minúcias o que acaba de acontecer hoje. Isso realmente é um atentado às regras do devido processo legal - afirmou Machado.

Segundo a assessoria de imprensa da PF, Daniel Dantas foi preso em seu apartamento em Ipanema, na zona sul do Rio. Celso Pitta e Naji foram presos em São Paulo. A operação Satiagraha investiga os desdobramentos do caso mensalão e as empresas possivelmente beneficiadas por Marcos Valério.

Os três detidos na operação durante a manhã, segundo a PF, integram uma organização criminosa, supostamente envolvida em corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal.

(Com informações do Portal Terra)

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[ 13:05 ]   08/07/2008