Ação dos PMs foi 'insana', diz comandante geral

JB Online

RIO - O comandante geral da Polícia Militar, Gilson Pitta, classificou como uma 'ação insana', a conduta dos policiais acusados de matar o menino João Roberto, de 3 anos, durante perseguição a ladrões de carros na Tijuca, no último domingo.

- É lastimável esse tipo de ação insana desses policiais, que já estão presos, e serão submetidos ao rigor da lei, mas que infelizmente ceifaram uma vida - disse o comandante, em entrevista à Rádio CBN.

O comandante lembrou que no período de 2000 a 2007, cerca de 1.280 policiais militares foram expulsos da corporação.

- Esse número demonstra o quanto a polícia é severa com os maus profissionais. O comando da PM tem atomado como medida a responsabilidade de apurar. Todos os policiais que se envolveram em desvio de conduta estão submetidos a conselho disciplinar, e uma vez comprovado, serão excluídos - disse o Comandante Geral da PM, Gilson Pitta.

Pitta lembrou ainda que a morte do menino aconteceu numa seqüência de ações negativas da PM, e pediu à população que não transfira esse ato à instituição. Segundo o comandante, os últimos acontecimentos estão sendo usados como estudo de caso para questionar e rever a formação dos policiais, e identificar as falhas, para que não sejam repetidas.

Nesta terça-feira, o governador Sérgio Cabral inaugura o Telecentro da Secretaria de Segurança. Na ocasião serão firmados convênios com a União, para a implantação da Universidade da Polícia, projeto que pretende melhorara a formação dos policiais no Estado.

Outras matérias

» PM apreende drogas e armas em favela de Volta Redonda

» Sobrinho de Chico Buarque é preso com cocaína no Catete

» Paulo Ramos, do PDT, discute CPI das Milícias hoje

[ 11:14 ]   08/07/2008