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SÃO PAULO, 4 de julho de 2008 - O Banco BNP Paribas, sexto maior banco do mundo em ativos e maior banco da França, também está de olho no segmento de Institutos de Previdência de Estados e Municípios e pretende demonstrar sua potência para o mercado nacional. "Em termos de ativos, somos dez vezes o Banco do Brasil, mas, por não sermos um banco de varejo no Brasil, as pessoas não nos conhecem. O nosso objetivo é fortalecer a marca institucional do BNP Investimentos. E, aos poucos, conseguir conquistar a confiança deles. Assim, estes institutos irão perceber que temos como agregar valor com os nossos produtos, conquistando mais clientes", explica Flávia Aquino, gerente comercial de clientes institucionais, responsável pelas regiões do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Norte e Nordeste. Para atender à esta demanda, o BNP Paribas colocou cerca de 15 produtos de investimento à disposição dos Regimes Próprios de Previdência Social. "Em cima do que podemos trabalhar- fundos de renda variável e renda fixa - vamos adequar o perfil e o risco do cliente ao tipo de produto. Esta conversa com os institutos para saber o que podem fazer de acordo com a política de investimentos e qual o risco que aceitam correr é relevante, para depois podermos mostrar os produtos que se adequam a eles" comenta Flávia. Para Paulo Rosseti, gerente comercial de clientes institucionais, responsável pelas regiões do Sul e do Estado de São Paulo, este é um trabalho de longo prazo. "Precisamos criar uma cultura nos institutos para que eles aprendam a olhar outros players do mercado. Aos poucos se acostumarão a ouvir os especialistas, principalmente quando a taxa de juros cair mais e for mais difícil para eles baterem a meta atuarial. É um trabalho de longo prazo e a nossa expectativa é grande em captar recursos dentro deste segmento", afirma. "É um segmento que tende a crescer. No Brasil, temos mais de 5,5 mil municípios, e, até o momento, apenas cerca de 2,3 mil deles têm regimes próprios. Há, portanto, ainda uma grande gama que poderia entrar nesse mercado. Hoje somam R$ 30 bilhões, enquanto o segmento de fundos de pensão acumula R$ 500 bilhões. Acreditamos tanto nesse segmento que já estamos prevendo que chegue bem perto do patrimônio desses fundos de pensão", avalia Rosseti. Flávia já é mais otimista ainda: "Acredito que os institutos ultrapassarão os fundos de pensão", entusiasma-se. (Angela Ferreira - InvestNews)
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