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SÃO PAULO, 4 de julho de 2008 - A produção da indústria do Nordeste caiu 0,8% em maio frente a abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o terceiro recuo consecutivo no confronto com o mês imediatamente anterior, na série livre dos efeitos sazonais, acumulando neste período uma perda de 3,1%. Nas demais comparações, os resultados foram positivos: em relação a igual mês do ano anterior, acréscimo de 1%, e de 5,6% no acumulado nos cinco primeiros meses do ano. A taxa anualizada, acumulado nos últimos doze meses, ficou praticamente estável entre abril (4,8%) e maio (4,7%). O aumento em relação a maio de 2007 reflete desempenho positivo em 6 dos 11 segmentos pesquisados. O principal impacto positivo na média global veio de celulose e papel (35,0%), devido principalmente à maior fabricação de celulose. Vale destacar, também, os desempenhos positivos vindos de alimentos e bebidas (3,3%) e, em menor medida, do setor extrativo (2,9%), onde sobressaíram, respectivamente, os avanços nos itens: castanha de caju, e cervejas e chope; e petróleo e gás natural. Por outro lado, têxtil (-7,6%) e produtos químicos (-1,8%) foram as principais pressões negativas, destacando-se, nestes ramos, os recuos na produção de tecidos de algodão e de malha; polietileno de alta densidade e etileno não-saturado. Já no acumulado do ano, houve resultados positivos em nove setores, cabendo os principais impactos a alimentos e bebidas (9,1%), refino de petróleo e produção de álcool (9,5%) e celulose e papel (23,6%). Estas indústrias apresentaram acréscimos na produção de castanha de caju, açúcar demerara; álcool, óleo diesel; e celulose, respectivamente. Em sentido contrário, a pressão negativa mais relevante veio de têxtil (-3,3%), sobretudo, face à queda na produção de tecidos de malha e roupas de banho. (VS - InvestNews)
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