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REUTERS CATAR - Líderes libaneses rivais trataram de problemas cruciais que estão ao cerne da crise política do Líbano, no sábado, em conversações mediadas pelo Catar visando afastar seu país da beira de uma guerra civil. Os líderes do governo e da oposição deixaram uma sala de conferências separadamente pela manhã, após 90 minutos de discussões tensas sobre como pôr fim ao impasse que paralisa o governo há 18 meses e deixou o Líbano sem presidente desde novembro. Delegados disseram que um comitê de seis integrantes criado nessa sessão e incumbido de criar um quadro para a adoção de uma nova legislação eleitoral já fez alguns avanços. O primeiro-ministro catariano xeque Hamad bin Jassim Jabr al Thani está promovendo consultas para aproximar os líderes libaneses rivais de um acordo sobre a estrutura de um novo governo. - A impressão que se teve com a sessão, graças a Deus, é que o desejo de chegar a um entendimento, que é comum a todas as facções, ... vai nos levar ao início de uma solução para esta crise - disse o primeiro-ministro Fouad Siniora à rádio Voz do Líbano. - Precisamos ter a fé e a confiança de que faremos o impossível, até encontrarmos soluções para esta fase difícil que o Líbano vem enfrentando nas últimas duas semanas. Na quinta-feira, mediadores árabes chegaram a um acordo para pôr fim aos piores combates internos no Líbano desde a guerra civil de 1975-1990 e abrir caminho para as negociações mediadas pelo Catar. Os choques deixaram 81 mortos e agravaram as tensões sectárias entre os xiitas leais ao Hezbollah, que tem o apoio do Irã, e os seguidores drusos e sunitas da coalizão governista, apoiada pelos EUA. Washington culpa a Síria e o Irã pela tomada breve de parte de Beirute pelo Hezbollah na semana passada, que forçou o governo a rescindir duas decisões que haviam desencadeado a escalada. O presidente americano George W. Bush disse no sábado que os EUA vão defender o governo de Siniora contra o Hezbollah e acusou "elementos radicais" de tentar solapar a democracia. - Este é um momento de definição - disse ele a jornalistas em visita a Sharm el Sheikh.
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