Stella McCartney, o show do dia
O lugar, a deslumbrante Ópera de Paris. O dia, ensolarado e temperatura de oito graus. Tudo certo, para a apresentação da Stella McCartney, a inglesinha que superou o preconceito de ser a filha querida do beatle Paul McCartney. Foi a melhor coleção do dia, um dos destaques da semana, pela originalidade. Sem deixar de seguir a sobriedade sugerida pelas tendências, ela adaptou as formas estreitas e as interferências a pequenos franzidos súbitos em vestidos e entalhes de renda em mesclados cinza.

O terno, ou melhor, a alfaiataria é distorcida em proporções e detalhes como faixas elásticas abaixo da cintura, lapelas de um lado só, ou transformação radical em vestidos curtos. Nas cabeças, bonés e rabos de cavalo.

A risca-de-giz em versões fininhas ou mais largas é o tecido mais usado, mas há espaço para o xadrez de kilt, de fundo claro, a estampa de skate em seda. Mesmo que siga as ondas que formam a moda, Stella sempre consegue manter a originalidade, com um jeito muito british. Vestidos polo, hoodies e ombrinhos de tricô reforçam a ideia de uma roupa fácil de usar, além do conceito da alfaiataria retrabalhada.

Se o pai famoso estava lá? Claro, ele nunca deixou de prestigiar a filha designer. Paul tem seu público, que espera do lado de fora do prédio, na esperança de receber um aceno e fazer uma foto do ídolo. Mas do lado de dentro da Ópera de Paris, o que interessava era a moda e a graça do final do desfile, com a própria Stella no meio das modelos, de mãos dadas com suas filhotas.
