O novo homem, de terno justo ou de monstro
Por mais que as roupas esportivas tentem invadir o guarda-roupa masculino, e que pelo menos para os brasileiros a dupla bermuda/camiseta seja o estilo básico, continua muito forte a influência da roupa britânica. Saville Row ainda é o endereço dos sonhos de quem precisa ter um terno sob medida/ todos os designers modernos importantes deram uma passadinha nos alfaiates londrinos, para aprender a construir um paletó - nem que fosse para desconstruir todo depois nas coleções próprias.

Tanta tradição está longe de significar caretice na moda. De acordo com os lançamentos dos desfiles durante esta semana em Londres, há novidades dignas de atenção até dos mais rebeldes em relação às formalidades dos ternos e gravatas. O que primeiro chamou a atenção foi a diversificação das apresentações. Pode ser uma questão econômica, mas vários designers optaram por performances com um só modelo, ou montaram instalações sem seres humanos. Digo que pode ser uma economia, porque também sai caro encher um boneco de arame com roupas, esculpir um cavalo e cobri-lo de tecidos. De qualquer forma, há opções para o clássico desfile de passarela, plateia e sala fechada.

As coleções mostram que os ternos ajustam tanto, que parece que os botões vão pular fora. Que o sobretudo volta com força, assim como voltou nas coleções femininas. O cinza e o preto predominam, com concessões para detalhes azuis, violetas ou verdes-escuros. E se o elegante não quer se arriscar, usa o total black, o preto total, garantia de vestir um verdadeiro passaporte visual como look no mundo inteiro. Para fazer graça, vale uma estampa de Frankenstein ou de algum monstro de estimação na camiseta.

