Design rejeitado tem seu valor
Fashionistas antenadas andam circulando com acessórios diferentes, fantasiosos ou simplesmente esquisitos. Claro, caso contrãrio nem mereceriam o epípteto de fashionistas. Um dos detalhes mais interessantes são os óculos. Podem parecer modelos de operário de siderúrgica, com grades - só que nas lentes em vez de nas laterais -, podem ser muito grandes, em cor chamativa, como o azul Bic. Ou ainda, ostentarem coqueiros e flamingos nas pontas das armações.


Estes são alguns exemplares da Rejected Samples (amostras recusadas, em inglês), marca criada por um grupo de designers que assinam óculos para grandes marcas internacionais. As armações diferentes demais, estranhas ou difíceis de produzir são rejeitadas por estas grande fábricas. "São ovelhas negras", definem os designers no site da linha, que tem pontos de venda na Itália (terra dos maiores fabricantes do setor) e no Brasil, já que há brasileiros no grupo de designers. No Rio, o point é a Zellig (shopping Siqueira Campos, 143), lojinha de duas designers, Adriana Cataldo e Priscila Andrade. Ao lado de colares, anéis e bolsas da coleção Luxor, inspirada no Egito, as duas colocam os óculos da Rejected Samples. Os preços ficam em torno dos R$ 150, uma pechincha por peças únicas ou de produção limitada, que certamente vão chamar a atenção quando usadas pela turma fashionista.

