Village Mall mostra o jeito do luxo carioca
Na data marcada, depois de dois anos de obras, foi inaugurado o Village Mall, empreendimento do grupo Multiplan, dono também do Barrashopping, do MorumbiShopping, Analia Franco, Diamond Mall, entre outros. Se o objetivo era concorrer com os similares no gênero luxo, foi atingido com quilômetros de vantagem: é um shopping amplo, bonito, espaçoso, com lojas grandes. O mix tem o equilíbrio e a sabedoria de misturar marcas internacionais e nacionais, sem discriminar andares - ficam todos em todos os andares. Um Victor Dzenk pode ter seu espaço decorado por Jairo de Sender ao lado de uma Red Valentino, toda branca, com bonecas articuladas. No quarto piso fica a praça de alimentação, onde vão conviver restaurantes populares como o The Fifties com um terraço tipo deck, com vista para lagoas e montanhas. No subsolo haverá um teatro.

O Village, que funciona das 11 às 23 horas, recebe a Tiffany's, celebra a volta da Cartier ao Rio, assim como dá as boas-vindas ao paulista Ara Vartanian. A Sephora promete incluir a coleção própria de maquiagem, enquanto algumas marcas ainda aprontam seus espaços, como a Burberry e a Miumiu. Em compensação, todas as marcas que compõem o grupo Animale estavam prontíssimas na noite de segunda-feira: A. Brand, Animale, FYI, Farm, com direito às joias assinadas pela sócia Claudia Jatahy. Outra bela novidade made in Brazil é a loja-conceito da Phebo, um projeto todo cinza, que realça as cores das embalagens dos sabonetes e destaca a exclusiva linha de maquiagem sem parabeno nem fragrâncias artificiais.

Com a vitrine igual às suas outras butiques do mundo, a Louis Vuitton traz pra o Rio os sapatos, além das bolsas cobiçadas. A coleção de roupas assinadas por Marc Jacobs por enquanto ainda só é vendida na loja conceito em São Paulo. Neste endereço carioca há jardim interno com laguinho e móveis de Sergio Rodrigues.

Um belo empreendimento, tanto na arquitetura de pés direitos altos e envidraçados, como na capacidade de demonstrar que a moda brasileira, em matéria de varejo, nada fica a dever às grifes internacionais.

