Vitrines americanas prometem cores e capas para o verão 2012
Redes de marcas apostam na sobrevivëncia do color blocking e nas chuvas de verão
Miami – A moda brasileira parece muito com a americana, principalmente nas coleções da temporada quente. Mesmo com nevascas e chuvaradas rolando ainda nos Estados Unidos, por conta do inverno que demorou a começar, as vitrines antecipam as novidades que substituiram casacos e suéteres. Novidades é maneira de dizer, porque pelo menos duas tendências são já vistas e usadas no Brasil: o look com cores fortes, que virou o color blocking; e o trench coat, a capa bege tradicional, inventada pelos ingleses da Burberry e copiada pelo mundo todo. Nas coleções americanas, ela aparece também em rosa-Barbie e amarelo-Esponja.

Os jeans boyfriend estão esquecidos, a skinny predomina, graças às campanhas de alimentação saudável promovidas pelo presidente Obama. Nota-se uma redução de tamanhos nas araras das lojas, a modelagem ficou mais estreita, as mulheres estão emagrecendo.
Assim, a combinação de cores troca as geometrias dos cortes inspirados nos anos 1960 e aparece no shape esguio de saias justas e cintos de verniz preto.

Há uma novidade: a moda étnica/latina/exótica. Saias longas estampadas, vestidos-envelope de jérsei e muitas, muitas túnicas que tanto lembram os modelos hippies dos anos 1970 ou referências indígenas, mexicanas, bolivianas. É a grande promessa do verão da moda internacional, já que as vitrines de Paris ostentam o mesmo estilo

E os preços? Um trench coat custa em média 50 dólares nas lojas de rede tipo Limits; se for um Burberry autêntico, no Sawgrass Mills – isto é, no gigantesco outlet – custa 150 dólares. Mais barato? Com sorte e muito revirar de araras, pode sair até por 20 dólares na Ross – esta rede vende o que sobrou das liquidações e outlets. Quer dizer, é a sobra da sobra, que ninguém quis. Mas os turistas brasileiros, que estão por toda parte, em todas as lojas, esgotando os estoques de iPads, enchem os carrinhos na Ross. E lá acham malas por 19,90 dólares. Há sempre uma mala a mais na bagagem de volta. A maior exigência é que ela aguente os 32 quilos permitidos pelas companhias aéreas.
