Jornal do Brasil

Domingo, 19 de Agosto de 2018 Fundado em 1891

Esportes

Todos contra Guardiola

Manchester City é o time a ser batido em nova edição da liga nacional mais rica do mundo

Jornal do Brasil Guilherme Bianchini, guilherme.bianchini@jb.com.br

Times que acabaram de subir somam quase 220 milhões de euros em contratações. Reforços na casa dos 20 milhões são uma realidade para clubes de qualquer patamar. E a movimentação entre as equipes do topo tem só um objetivo: desbancar o campeão e recordista da última edição. Esses são os ingredientes do campeonato nacional mais popular do mundo, o Inglês, que gastou mais de 1,4 bilhão de euros em transferências, e tem hoje seu pontapé inicial com Manchester United x Leicester,  às 16h, em Manchester. 

Maior campeão do país, com 20 troféus, mas sem triunfar desde 2013, o United de José Mourinho é um dos candidatos a tirar o título de seu rival da cidade, o City, que foi campeão com folga na última temporada. Em nove temporadas como treinador profissional, Pep Guardiola perdeu o título nacional em apenas duas ocasiões, nas passagens por Barcelona, Bayern e Manchester City. 

Uma delas foi para o Real Madrid de Mourinho, em 2011/12, e a outra para o Chelsea de Conte, em 2016/17, sua temporada de estreia na Inglaterra. Para conquistar o bicampeonato, o City reforçou o elenco com o meia Mahrez, do Leicester, por 67,8 milhões de euros.

Guardiola sorri com título do City na Supercopa Inglesa. Técnico busca bicampeonato

Valor total das contratações: 1,4 bilhão de euros

Quem mais gastou (em milhões de euros):

1 Liverpool: 182,2 

2 Chelsea: 137 

3 Fulham: 117,1

4 Leicester: 114,6

5 West Ham: 99,4

Janela bilionária (de novo)

Apesar de Mahrez ter sido a segunda contratação mais cara da janela inglesa, o time de Guardiola foi apenas o nono que mais gastou em transferências. Respaldado pelo treinador, o volante brasileiro Douglas Luiz voltou de empréstimo do Girona, mas teve o pedido de visto de trabalho negado, e dificilmente atuará.

Atual vice-campeão europeu e quarto colocado no último Inglês, o Liverpool foi o clube que mais investiu em reforços: 182,2 milhões de euros (cerca de R$ 800 milhões). Destaque para os 62 milhões de euros pagos à Roma pelo goleiro brasileiro Alisson, o terceiro jogador mais caro da temporada. 

Além da necessidade de qualificar o elenco para brigar pelo topo, a pressão é enorme para Salah, Firmino e cia. Já são 28 anos sem o título nacional, e nenhum troféu desde que a competição virou Premier League, em 1992/93.

Pela quinta janela de verão europeu consecutiva, os clubes da elite inglesa totalizaram mais de um bilhão de euros em contratações, impulsionados pelo contrato recorde de direitos televisivos, agora em seu último ano. O prazo para reforços acabou ontem, e o valor total investido pelos 20 times da elite inglesa foi de 1.409.220.000 euros – cerca de R$ 6,17 bilhões.

Apesar dos números exorbitantes, não houve uma transferência inglesa que parasse o mundo do futebol. Nada que chegue perto do impacto da compra de Cristiano Ronaldo pela Juventus, por exemplo. A aquisição mais cara coube ao Chelsea, que pagou a multa rescisória de 80 milhões de euros do goleiro Kepa Arrizabalaga, da seleção espanhola, procedente do Athletic Bilbao. 

Substituto de Courtois, Kepa se tornou o goleiro mais caro da história.

Recorde de brasileiros

A riqueza da liga contempla até os mais “humildes”. Dezessete dos 20 participantes da Premier League gastaram mais do que arrecadaram com contratações. Fulham, Wolverhampton e Cardiff City, os três recém-promovidos, foram responsáveis por 217,9 milhões de euros em reforços. E mais da metade por intermédio do Fulham, o terceiro maior comprador da janela inglesa.

Em meio a tantos recordes, outra marca que deve ser quebrada é a da quantidade de brasileiros. Até o momento são 20, espalhados por 11 clubes, além dos naturalizados italianos Emerson e Jorginho, do Chelsea. Para assegurar o recorde, no entanto, nenhum deles pode ser negociado até 31 de agosto, já que a janela para saídas segue aberta até lá.

Na era das transferências multimilionárias, o que mais surpreendeu na Premier League não foi uma contratação. Pelo contrário. Postulante ao título, o Tottenham foi o primeiro time na história da liga a não comprar nem vender ninguém na janela de verão. 

Além do orçamento reduzido pelas despesas com a construção do novo White Hart Lane, seu estádio, a aposta foi na manutenção da base da equipe, valorizada pela Copa do Mundo. Jogadores como Lloris, Trippier, Alderweireld e Harry Kane, o artilheiro, se destacaram na Rússia. “É difícil entenderem, mas às vezes você precisa agir diferente. Estamos felizes com nosso elenco”, justificou o técnico Mauricio Pochettino.



Tags: esportes, futebol, guardiola, manchester city, real madrid

Compartilhe: