Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Esportes

Brasil conquista mais três medalhas nos Jogos Olímpicos da Juventude

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O oitavo dia dos Jogos Olímpicos da Juventude Nanquim 2014 foi de mais três medalhas para o Time Brasil.  Neste domingo, dia 24, a ginasta Flávia Saraiva foi ouro no solo e prata na trave, enquanto os tenistas Marcelo Zormann e Orlando Luz foram campeões de duplas. Agora, o Brasil já soma 13 pódios na competição (cinco ouros, sete pratas e um bronze), que termina na próxima quinta-feira, dia 28.

A carioca Flavinha Saraiva, de 14 anos, chegou à final do solo com a melhor nota entre as oito competidoras e confirmou seu favoritismo com uma apresentação impecável. Os aplausos entusiasmados do público ao final da performance já indicavam a vitória da brasileira. Assim que foi divulgada a nota de 13.766, Flavinha abraçou seu treinador e abriu um largo sorriso. A prata ficou com a russa Seda Tutkhalyan (13.733) e o bronze com a britânica Elissa Downie (13.466).

Na trave, a caçula da delegação brasileira em Nanquim alcançou a nota de 14.000. O ouro foi para a chinesa Yan Wang (14.633) e o bronze para Elissa Downie (13.500). "Esse é um dia muito feliz para mim por ter conquistado essas duas medalhas para o Brasil. "Eu fiquei 99,9% satisfeita com a minha performance, porque sempre dá para ser melhor", analisou a exigente campeã olímpica da juventude. 

Além das duas medalhas deste domingo, Flavia já havia ganho uma prata no individual geral. Com as três, a ginasta se junta ao nadador Matheus Santana como os maiores medalhistas da delegação brasileira até o momento.  "Não esperava tudo isso. Esperava uma medalha, duas, no máximo", confessou Flavia, que foi chamada às pressas para os Jogos Olímpicos da Juventude  devido a uma contusão de Rebeca Andrade. "Estou muito feliz em representar o Brasil, representar a Rebeca e mostrar para ela que eu consegui essa medalha também para ela. Como eu vim substituindo a Rebeca, eu falei que não vinha só representar a mim, mas também à Rebeca e ao país todo. É uma obra do destino", comentou a ginasta, uma das grandes promessas para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

A segunda medalha dourada do Brasil neste domingo em Nanquim foi da dupla de tenistas Marcelo Zormann e Orlando Luz. Na final olímpica, os brasileiros superaram os russos Rublev e Khachakov por 2 sets a 1, parciais de 7/5, 3/6 e 10/3. No primeiro set, a dupla nacional virou o jogo depois de estar perdendo por 5 a 2. No segundo, os russos foram mais consistentes, enquanto os brasileiros erraram bastante. No tie break final, Marcelo e Orlando entraram com confiança e não deram chance aos russos.  "Entramos nervosos, no decorrer fomos nos soltando, encaixando o jogo e aí conseguimos colocar o nisso nível. É uma felicidade muito grande, difícil até falar, é um alívio sair de quadra com a medalha de ouro e sabendo que entramos para a história da modalidade no Brasil", afirmou Zormann.

O título olímpico foi a o desfecho perfeito para uma parceria recém formada. Somente após se classificarem para os Jogos Olímpicos da Juventude que os dois passaram a atuar juntos. De lá para cá ganharam o tradicional torneio de Wimbledon e os Jogos Olímpicos da Juventude. "Só jogamos um torneio no ano passado. Esse ano nos juntamos para os Jogos da Juventude e acabamos tendo um grande resultado em Wimbledon. A vontade que entramos em todos em jogos é grande e agora não foi diferente. A dupla encaixa e acho que não só o jogo, mas nos damos bem dentro e fora da quadra, e isso ajuda", comentou Orlando

Derrotado na final individual, Orlando disse que a decepção acabou servindo como estímulo e motivação para a final de duplas. "Com certeza essa final ficou na cabeça por eu não ter conquistado o ouro olímpico na chave de simples, mas hoje ele veio. Me deu força, suporte, e viramos um primeiro set bem duro", destacou o campeão olímpico da juventude.

Tags: cHINA, esporte, jogos, jovens, premiação

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