Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Esportes

Um mês após 7 a 1, CBF segue conservadora e irrita críticos

Portal Terra

Oito de julho de 2014. Em um primeiro momento, tal data não remete a nenhum fato histórico do Brasil. Para muitos, poderia representar o marco de mudanças profundas do futebol nacional. Para os que comandam o esporte bretão em terras tupiniquins, entretanto, ele parece cada vez mais fadado ao esquecimento.

Foi neste 8/7/14 que os únicos pentacampeões mundiais de futebol caíram de sete dentro de casa. Em uma semifinal de Copa do Mundo. A Alemanha fez quatro gols em seis minutos, estampou o placar do Mineirão com um humilhante 7 a 1 e externou todas as fragilidades do futebol brasileiro. Um mês após o fracasso, porém, pouca coisa mudou.

Pressão para isto não faltou. Jornalistas, torcedores e jogadores – representados pelo grupo Bom Senso Futebol Clube – clamaram por mudanças após a pior derrota da história da Seleção Brasileira. Acabaram, porém, ainda mais frustrados com um exacerbado conservadorismo da entidade que comanda o futebol no Brasil.

Fora de campo, o Bom Senso aguardava a divulgação do calendário de 2015 com mais dias de férias e pré-temporada, além de clubes pequenos com maior tempo de atividade. O que aconteceu? A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até aumentou a pré-temporada, mas as convocações da Seleção Brasileira continuarão a desfalcar os clubes na disputa do Campeonato Brasileiro.

Além disto, o novo calendário não dará opções às equipes de menor porte, que seguirão com possibilidade de disputar apenas competições deficitárias e inexpressivas como a Copa Paulista, em São Paulo, por exemplo. De acordo com o Bom Senso, atualmente 82% dos times atuam somente por três meses por ano – o que deixa quase 12 mil atletas sem emprego. O calendário foi uma verdadeira “lambança”.

Também fora das quatro linhas, a CBF seguiu protagonizando erros primários no sistema de registros de jogadores em suas competições. O Brasília perdeu o título da Copa Verde após escalação de quatro jogadores supostamente irregulares na final contra o Paysandu, e o time paraense conquistou a taça no STJD. O clube da capital federal, contudo, garantiu que a ausência dos atletas BID havia ocorrido por um erro no site da CBF. Resultado? O caso foi parar no Pleno do STJD.

Algo parecido aconteceu com o Criciúma. O clube, que havia sido acusado de escalar irregularmente o atacante Cristiano no Campeonato Brasileiro, perdeu três pontos na competição nacional, mas depois os recuperou no Pleno do STJD. O jogador havia recebido suspensão de cinco jogos por uma agressão na Copa do Brasil, quando defendia o Naviraiense, do Mato Grosso do Sul, mas a punição não aparecia no sistema de consulta eletrônica do STJD.

Ainda no extra-campo, o mês subsequente ao 7 a 1 protagonizou polêmica em relação ao Proforte, novo projeto de lei para refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes. Entre os principais pontos, a medida promete punir sas equipes que não estiverem com os pagamentos em dia - a fiscalização seria feita pela CBF.

Tags: brasileira, confederação, futebol, gestão, goleada

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