Jornal do Brasil

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Esportes

Com Taffarel cotado, geração 94 comprova força na Seleção

Portal Terra

A possível chegada de Taffarel para compor a comissão técnica de Dunga comprova o quão forte a geração do tetracampeonato se manteve na Seleção Brasileira ao longo dos últimos 20 anos. Desde o título de 1994, apenas em 2002 o grupo brasileiro que foi à Copa não teve pelo menos um integrante do tetra como peça-chave dentro das delegações formadas pela Confederação Brasileira de Futebol(CBF).

No mesmo ano em que o título completa 20 anos, a geração de 1994 volta a ter grande poder na Seleção. Capitão daquela campanha, Dunga será o técnico e Gilmar Rinaldi, terceiro goleiro em 1994, coordenará a reformulação imaginada por José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Taffarel foi convidado para compor a comissão e, se aceitar, pode ser o treinador de goleiros ou até mesmo o auxiliar.

Quando comandou a Seleção de 2006 a 2010, Dunga também teve como assistente outro tetracampeão, o ex-lateral direito Jorginho. Curiosamente, os dois chegaram para resgatar conceitos de 1994, na avaliação da CBF perdidos no ciclo anterior. Em seu trabalho Dunga implementou uma filosofia que lembrou o tetra em muitos aspectos, como a defesa ferrenha de um futebol pragmático, a postura agressiva a críticas da imprensa e a exigência de comprometimento ao extremo do grupo.

Técnico campeão em 1994, Carlos Alberto Parreira teve mais duas Copas do Mundo como influente. Repetiu a dobradinha com Zagallo entre 2002 e 2006, mas naufragou no Mundial. Voltou como coordenador em 2013 para formar uma comissão de técnicos campeões mundiais com Luiz Felipe Scolari e de novo lidou com o fracasso. 

Características muito parecidas com a de Zagallo, que teve a tarefa de preservar o espírito do tetracampeonato no ciclo para 1998. Manteve a base do título e chegou à final do Mundial, mas fracassou em repetir o título com uma derrota acachapante para a França que representou naquele momento uma ruptura temporária com os ideais construídos nos anos anteriores. Em 2002 os únicos remanescentes de 1994 eram Cafu e Ronaldo, reservas no tetra.

O quanto Dunga, Gilmar e possivelmente Taffarel levarão do espírito do tetracampeonato para a geração 2018 ainda é incerto, mas o técnico já deu sinais que seus conceitos permanecem os mesmos. “Vocês já me conhecem, sabem que dificilmente uma pessoa muda no que diz respeito a seus princípios, ética, transparência e trabalho”, disse em sua apresentação.

Tags: brasil, Dunga, futebol, seleção, treinador

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