Jornal do Brasil

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Esportes

Oswaldo se candidata a Seleção e pede reformulação na CBF 

Portal Terra

O técnico do Santos, Oswaldo de Oliveira, se colocou à disposição para assumir o cargo deixado por Luiz Felipe Scolari na Seleção Brasileira. Oswaldo disse que "está pronto para responder" um possível convite da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), mas acredita que a entidade também precisa passar por uma reformulação técnica após a perda da Copa do Mundo no País.

"Trabalho no Santos, um dos melhores clubes do Brasil. Se vier a convocação, estou pronto para responder. Sobre o estrangeiro, é uma coisa que CBF tem que ver com muito cuidado, transcende minha opinião. Claro que prefiro um brasileiro. Existe todo um envolvimento no caso de nós contarmos com um estrangeiro. É uma questão de adaptação, de uma série de coisas que tem que ser levado em consideração", afirmou.

Oswaldo disse no início do ano, pouco após a apresentação no Santos, ao Sportv, que recebeu em 2000 o convite para assumir a Seleção. Na ocasião, dirigia o Corinthians, sucedendo o trabalho de Vanderlei Luxemburgo.

"Era um momento que não tinha nem um ano de carreira. Os fatos aquele momento levaram as pessoas responsáveis da CBF a me procurar", alegou.

Scolari entregou o seu posto de técnico há alguns dias. A decisão se estende para o restante da comissão técnica, que contou com Carlos Alberto Parreira e Murtosa. Além de Felipão, a CBF anunciou as saídas de Carlos Alberto Parreira, Flávio Murtosa, Carlos Pracidelli, e Anselmo Sbragia.

O treinador assumiu o posto que havia deixado após o pentacampeonato de 2002 no final de novembro de 2012 e desde então comandou a Seleção Brasileira em 29 partidas. Destas, o técnico sofreu apenas quatro derrotas, sendo as duas últimas as mais marcantes. O 7 a 1 sofrido para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo se tornou o maior revés da história do Brasil, enquanto o fracasso diante da Holanda só serviu para consolidar o final desastroso da equipe no Mundial.

"Acho que nesse momento não tem brasileiro que não esteja decepcionado. Aconteceu tudo que não queríamos. A previsão era de que a Copa fosse um insucesso fora do campo e um sucesso dentro, mas as coisas se inverteram. Realmente, ficou a lacuna grande entre o que o Brasil fez ano passado e o que apresentou na Copa do Mundo. Acho que isso passa por muita coisa, muitos detalhes precisam ser levados em consideração. E o que fica é que sabemos que nos precisamos de reformular muita coisa no futebol brasileiro", explicou.

"Além de reformular a estrutura técnica da CBF, precisamos reestruturar muita coisa fora de campo e na formação dos jogadores. Não só no âmbito futebolístico, mas na sociedade. Fica claro que os países que se desenvolveram mais no futebol são países com o sistema educacional com evolução pedagógica. Pessoas são formadas não só pra jogar futebol, o que acontece como consequência. Os Estados Unidos têm mostrado muita evolução, o Japão é um exemplo, presente nas últimas cinco Copas. Isso em um momento que o futebol passa a não depender só do craque, mas do coletivo jogado por grandes jogadores é o que mostra que vai comandar. Não pode um só definir. Se tiver cinco de bom nível e outros bons, formando conceito coletivo, você tem muita chance de se sair bem", completou.

Ao todo, Felipão esteve no comando da Seleção Brasileira em 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas na sua segunda passagem pelo comando técnico do selecionado nacional. Neste breve período de pouco mais de um ano e meio, o treinador conquistou a Copa das Confederações de maneira invicta e gerou grande expectativa para o desempenho do Brasil 

Tags: confederação, disposição, futebol, Santos, técnico

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