Jornal do Brasil

Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2014

Esportes

Queda do futebol do Rio assusta campeões do mundo

Agência Brasil

O futebol do Rio já foi referência nacional. Seja como base da Seleção Brasileira ou com conquistas nacionais, os cariocas se acostumaram com grandes momentos e ídolos. Hoje em dia, a realidade está um pouco distante deste passado.

Se o Botafogo ainda segue como o clube que mais cedeu jogadores para a Seleção em Copas (46, ao todo), hoje os clubes do Rio têm dois representantes atuando na Seleção Brasileira: fred, do Fluminense, e Jefferson, do Botafogo.

O tricampeão do mundo em 70, Paulo Cézar Caju, lamenta este novo cenário e enxerga os erros no dia a dia dos clubes.

“Dos quatro grandes, somente o Flamengo nunca foi rebaixado, mas está lá embaixo na tabela. O Rio sempre foi referência e hoje? Só tem um jogador na Seleção Brasileira. É muito pouco”, lamentou PC, esquecendo-se que dois jogadores do futebol carioca estão na Copa.

O técnico Valdir Espinosa vai além da fronteira e compara a queda do futebol do Rio com a que acontece no Brasil. Na atual Seleção, somente quatro jogadores disputam o Campeonato Brasileiro.

“Não nos preocupamos em fazer o talento. Não é só o Rio que joga futebol. Claro que o Rio tem mais força que Rio Grande do Sul, Minas Gerais e outros Estados, mas São Paulo que tem força é a mesma coisa. Isto mostra que o futebol jogado aqui é pobre e não cria jogadores de qualidade para a Seleção”, avaliou Espinosa.

PC Caju concorda com o treinador campeão do mundo pelo Grêmio, em 83, quando o assunto é jogador talentoso.

“Poucos treinadores tentam resgatar o futebol brasileiro. Desde a geração de 82, não surge uma grande geração”, avalou o ex-ponta da seleção.

Valdir Espinosa, que dirigiu grandes clubes na carreira, como Botafogo, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Corinthians, Atlético-MG, entre outros, aponta um caminho para que o futebol brasileiro volte a crescer.

“Falando com pessoas de futebol e não cientistas do futebol. Hoje, todos estão preocupados em falar sobre ciência. Traga as coisas boas de ontem e junte com as boas de hoje”, indicou o treinador, que também passou pelo futebol paraguaio, japonês e árabe.

Tags: Carioca, Copa, Críticas, futebol, Mundo

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