Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Esportes

'Essa é a Copa mais difícil da história', diz Cafu

Agência ANSA

Na inauguração da exposição "Brasil um país um mundo" no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, nesta segunda-feira (09), o campeão mundial Cafu declarou que essa será a Copa do Mundo mais "difícil da história".

"Eu sou muito otimista com a seleção e acho que a gente tem grandes chances. Mas, ninguém pode dizer que a gente já é campeão. Futebol não é assim, não tem fórmula. E essa será a Copa mais difícil da história porque todas as seleções mundiais que já foram campeãs estão com seus melhores craques estão aqui", disse aos jornalistas.

Ao ser questionado sobre a dependência tática da equipe de Luiz Felipe Scolari por Neymar, Cafu ressaltou a admiração que tem pelo craque brasileiro. "Hoje, realmente, a gente tem uma dependência do Neymar e não tem ninguém para substituir. Ele está entre os três melhores do mundo, mas nós temos um time muito bom. A seleção brasileira vai jogar para o Neymar dar o melhor dele, mas substituto direto para ele nós não temos", disse o campeão

Estavam presentes na coletiva, os também campeões mundiais Zé Maria, tricampeão no México, e Dino Sani, campeão mundial em 1958. Os dois comentaram sobre as diferenças da preparação dos atletas daquela época para os dias de hoje.

"Foi praticamente o início da história da preparação. Nós tivemos um apoio muito grande da Escola de Educação Física do Rio de Janeiro, dos professores de lá. Foi uma preparação longa, quase três meses de treinamento, nós ficamos praticamente 40 dias no México. Hoje, as condições são melhores, os equipamentos, os locais, mas o tempo é mais curto. Na nossa época era muito mais difícil. Mesmo que hoje tenham menos tempo, é bem melhor", falou Zé Maria sobre os treinos para o tricampeonato em 1970.

Já Dino Sani, contou que "não tivemos nenhuma dificuldade de preparação, foi tudo bom. Não tivemos problemas nem fora, nem dentro de campo. A gente era a melhor equipe e aí fomos campeões", resumiu.

Com um histórico de 11 anos na Itália, Cafu está mais do que apto a falar da paixão dos torcedores nos dois países. "A paixão é praticamente idêntica. E vi, pessoalmente, que os italianos são tão apaixonados quanto os brasileiros. E eles também amam o futebol brasileiro. Isso é meio recíproco, porque nós gostamos e somos apaixonados pelo futebol italiano. Eles são referências, principalmente para nós atletas quando começamos a jogar. Era primeiro jogar no futebol brasileiro e depois, se você fosse pra Europa, ia jogar no Campeonato Italiano", disse que jogou nas equipes da Roma e do Milan.

Sobre as chances da seleção italiana no Mundial, ele aposta em uma boa competição da equipe. "A seleção da Itália vem muito forte pra Copa do Mundo por causa disso, tem feito uma sequência de bons campeonatos, de grandes atletas, de uma evolução muito grande nos últimos anos que a seleção vem. E eu vejo o futebol muito parecido com o brasileiro, tirando alguns craques que nós temos e tivemos no passado", finalizou o jogador.

A exposição que será aberta ao público nesta terça-feira (10) no Pavilhão das Culturas Brasileiras do Parque do Ibirapuera retrata a história do futebol desde os anos 1930 até os dias atuais. Com itens raros e camisas históricas de várias seleções brasileiras, a mostra segue até o dia 15 de julho, das 9h às 17h, de terça a domingo. A entrada é gratuita.

A exposição faz parte da programação oficial da Copa do Mundo e já passou pelas outras 11 cidades-sede do Mundial. O evento também conta com uma seção para os clubes brasileiros, mesas de pebolim e televisões com histórias e curiosidades do futebol.

Tags: 2014, brasil, capitão, dificuldades, Mundial

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