Jornal do Brasil

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Esportes

Final da Champions conta com técnicos que reinventaram times

Portal Terra

É claro que ver grandes jogadores como Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, David Villa e Koke em campo vai ser o principal atrativo da final da Liga dos Campeões, neste sábado, às 15h45 (de Brasília). Mas o duelo entre Atlético de Madrid e Real Madrid também terá uma atração nos bancos, o duelo entre os técnicos Diego Simeone e Carlo Ancelotti, que reinventaram seus times para que eles chegassem a esta disputa tão importante.

Simeone e Ancelotti se enfrentaram duas vezes quando eram jogadores. Meio-campistas vigoros, eles estavam estágios bem diferentes na carreira. Perto de se aposentar, o italiano jogava pelo Milan e gozava do seu prestígio conquistado na carreira. Já Simeone era apenas um novato argentino, de 21 anos, começando a carreira no Pisa. O resultado foi óbvio, com duas vitórias para o time de Ancelotti.

Desta vez, como técnicos, os trabalhos também foram diferentes, apesar de serem igualmente importantes. Simeone teve mais dificuldade, é claro, por ter assumido um time menor e com orçamento mais curto. Mas o argentino provou que realmente nasceu para ser treinador e já faturou quatro títulos: Liga Europa, Campeonato Espanhol, Copa do Rei e Supercopa da Europa.

Tudo isso foi conquistado desde o final de 2011 para cá. Foi rápido, mas não foi simples: a primeira grande missão de Simeone foi psicológica. Ele fez os jogadores vibrarem mais, até mesmo os mais discretos, como o brasileiro Miranda e português Tiago. O zagueiro inclusive já disse que Simeone mudou completamente o time, enquanto o volante o chamou de Deus nesta sexta-feira. Esta mudança psicológica resultou em confiança e raça extraordinárias, o que é facilmente visível em cada jogo do Atlético.

Mas um time não vive só disso - Simeone também impressionou por montar uma defesa que é quase perfeita. Em 12 jogos da Liga dos Campeões sofreu apenas seis gols. Em fase sensacional, o goleiro Courtois faz grande parte do trabalho difícil, mas o sistema defensivo impressiona como um tudo. A compactação de espaços perfeita sempre dificulta o jogo para os adversários.

No Real Madrid o trabalho foi menor e também foi mais focado na defesa. Era preciso dar mais consistência a uma linha de quatro defensores seguros. A chegada de Carvajal na direita foi decisiva, pois assim Sergio Ramos se firmou na defesa e fez uma temporada excelente. Apenas na esquerda ficou a eterna disputa entre Marcelo e Fábio Coentrão, na qual o Real Madrid saiu vencedor, sempre com um jogador muito disposto na posição.

Ancelotti precisava também montar duas linhas de quatro, tanto para acertar a defesa quanto para dar mais liberdade aos atacantes. No início houve dificuldades para achar a formação ideal, mas o time se encontrou com Di María e Gareth Bale nas pontas. Modric tem participação essencial nessa formação, como volante central que corre o tempo todo, ajuda na marcação e chega bem no ataque.

Por fim, era preciso apenas dar liberdade para Cristiano Ronaldo brilhar. E ele brilhou como poucas vezes na carreira. Quebrou recorde de artilharia na Liga dos Campeões, com 16 gols, foi eleito o melhor jogador do mundo em 2013 e tem justificado este título em 2014.

É provável que Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, David Villa, Koke ou outros jogadores de destaque decidam a partida deste sábado. Mas não se surpreenda se a solução vier dos treinadores.

Tags: campeões, Europa, final, liga, Real

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.