Jornal do Brasil

Sábado, 29 de Novembro de 2014

Esportes

Segundo jogo-teste na Arena pode não ter capacidade máxima

Portal Terra

No dia 14 de maio, a Arena da Baixada recebe mais um evento-teste visando a Copa do Mundo deste ano, que se inicia em junho. A partida, sem adversário definido, pode não contar com o estádio completamente cheio – 43 mil lugares.

Atualmente, o palco paranaense para o Mundial possui aproximadamente 30 mil cadeiras instaladas e espalhadas pelas arquibancadas. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em sua última visita, criticou a demora na instalação e disse, no dia 22 de abril, que ainda faltavam 16 mil para a conclusão.

Passados nove dias, o ritmo na obra segue, de acordo com o clube, em ritmo acelerado. A ideia da entidade máxima do futebol é de que o jogo deste dia 14 tenha a capacidade máxima. Já o Atlético-PR estuda com a possibilidade de realizar o próximo para 30 mil pessoas, e o outro jogo-teste, entre os dias 18 e 21 de maio, para daí sim utilizar toda a carga de ingressos.

O último lote de fabricação das cadeiras teve uma falha e, por isso, ainda não é certo que a Arena esteja com todos os assentos colocados. “O ritmo está bom. Todas as peças chegaram e até dia 05 de maio devemos ter tudo pronto. Se tudo der certo, vamos ter capacidade máxima”, afirma Luiz Volpato, diretor de construção do Atlético-PR.

Polêmica

As cadeiras da Arena da Baixada foram a primeira polêmica do estádio, desde a confirmação para a Copa do Mundo. Isso se deve ao fato de que a empresa Kago Brasil, responsável pela confecção e entrega das mesmas, é do filho do presidente do clube.

Mario Celso Keinert Petraglia, filho do mandatário rubro-negro, Mario Celso Petraglia, se envolveu na polêmica quando foi descoberto que sua empresa seria a responsável por essa parte do estádio. O dirigente atleticano, sempre que questionado sobre a questão, se irrita pelo caso.

No final de 2012, inclusive, o ex-vice-presidente do clube, José Cid Campêlo Filho, chegou a denunciar irregularidades no contrato feito pelo Atlético-PR e a empresa Kago Brasil. Uma CPI foi instaurada na Assembleia Legislativa do Paraná, mas nada foi efetivamente comprovado.

Preço do jogo

No primeiro jogo-teste da Arena da Baixada, no final demarco, Atlético-PR e J. Malucelli se enfrentaram e empataram por 0 a 0. Na ocasião, a capacidade para a partida foi limitada a 10 mil torcedores.

Com pouco mais de 23 mil sócios, a alternativa encontrada pela cúpula atleticana foi de realizar sorteio e divulgar através do site oficial. Já para o confronto do dia 14, a estratégia adotada deve ser outra.

Mesmo sem adversário definido, o clube já chegou a informar quem pergunta aos funcionários, através do Espaço Sócio Furacão, de que o preço para a partida será de R$ 150,00 para sócios. Não sócios que quiserem acompanhar pagarão entre R$ 250 e R$ 300.

Dirigentes e próprios trabalhadores do Atlético-PR tentam convencer o presidente Mario Celso Petraglia para que volte atrás na ideia. Entretanto, Petraglia parece estar irredutível e pretende cobrar ingresso para o jogo.

Adversário

O time mais cotado para enfrentar o Atlético-PR no dia 14 é o Corinthians. Como se classificou na Copa do Brasil no primeiro jogo, sem precisar da partida da volta, marcada justamente para a data do evento-teste, a negociação fica mais fácil entre as partes.

Tags: atrasos, brasil, est[adios, Mundial, Obras

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