Jornal do Brasil

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Esportes

Início de Neymar no Barça só bate Giovanni e Geovanni

Portal Terra

A fase irregular que Neymar atravessa no Barcelona, que vem gerando críticas e cobranças na imprensa espanhola, pode ser medida pelos números. O principal questionamento ao brasileiro, que participa bem do jogo fora da área, é sobre a falta de gols: se no Santos ele teve uma ótima média, de 0,61 gols por jogo (138 em 225 jogos), no time catalão o camisa 11 tem tido dificuldade de balançar as redes.

Com 27 rodadas disputadas do Campeonato Espanhol, Neymar atuou em 20 delas - 15 como titular - e marcou sete gols. Comparando com o início de outros brasileiros de posições ofensivas com passagem recente pelo Barcelona, os números são baixos. O atual camisa 10 da Seleção perde em média goleadora para Romário, Ronaldo, Rivaldo, Sonny Anderson e Ronaldinho, superando apenas o ex-santista Giovanni e o ex-cruzeirense Geovanni.

O brasileiro chegou como astro e demorou alguns jogos para virar titular com Gerardo Martino. Desde o início da temporada, Neymar tem alternado boas e más atuações - partidas de destaque foram contra o Atlético de Madrid, pela Supercopa da Espanha, em que marcou o gol do título, e contra o Celtic, na Liga dos Campeões, em que fez três gols na vitória por 6 a 1. Ele também se destacou em jogo contra o Real pelo Campeonato Espanhol em outubro. Recentemente, a polêmica sobre sua contratação fez com que Neymar virasse notícia mais fora de campo do que dentro. Uma lesão no tornozelo em janeiro também não ajudou, deixando-o por um mês longe dos gramados. Na Seleção Brasileira, porém, o atacante mantém o alto padrão de atuações.

Ronaldinho (2003/04)

O jogador que ia se tornar um dos maiores camisas 10 da história do Barcelona teve uma primeira temporada relativamente tímida. Aos 23 anos, Ronaldinho marcou 22 gols em 45 jogos ao longo da temporada e, ao lado do holandês Edgar Davids, foi o principal responsável pelo vice-campeonato espanhol do time catalão, que vinha em péssima fase. Assim como Neymar, Ronaldinho também sofreu uma lesão que o tirou de ação por um mês, em novembro.

Geovanni (2001/02)

Revelação do Cruzeiro, o meia-atacante chegou ao Barcelona aos 22 anos e não conseguiu muito destaque. Mais vezes reserva do que titular, Geovanni contribuiu pouco na temporada, marcando apenas um gol. Na campanha seguinte, foi emprestado ao Benfica, que acabou comprando seus direitos.

Sonny Anderson (1997/98)

Mais credenciado na Europa que no Brasil, o centroavante chegou ao Barcelona em1997 vindo do Monaco, aos 27 anos. Não atuou com muita frequência na primeira temporada, mas respondeu bem quando esteve em campo: foram 10 gols no Campeonato Espanhol. No time que tinha como comandante Rivaldo, ele foi campeão espanhol e da Copa do Rei.

Rivaldo (1997/98)

Outra lenda barcelonista, o meia-atacante de 25 anos chegou em 1997 com a missão de substituir Ronaldo, que havia saído para a Inter de Milão. E cumpriu com louvor: os 19 gols no Campeonato Espanhol impulsionaram os catalães ao título, e Rivaldo ainda comandou o time na campanha do título da Copa do Rei.

Giovanni (1996/97)

Destaque do Santos, o meia-atacante chegou ao Barcelona também aos 25 anos e foi peça importante do time que venceu Supercopa Espanhola, Copa do Rei e Recopa Europeia - apesar de não ter jogado a final desta última, lesionado. Apesar do bom desempenho e dos oito gols marcados no Espanhol, foi ofuscado por Ronaldo, que chegou na mesma temporada e logo se credenciou ao título de melhor jogador do mundo.

Ronaldo (1996/97)

Um legítimo fenômeno. Com apenas 20 anos, Ronaldo chegou do PSV e imediatamente se tornou o astro do Barcelona. Foram 47 gols em 49 jogos no total da temporada, sendo destaque nas conquistas da Recopa Europeia, Supercopa Espanhola e Copa do Rei. Em outubro, fez o memorável golaço contra o Compostela em que partiu do meio-campo e driblou seis adversários; em dezembro, foi coroado melhor jogador do mundo pela Fifa, o mais jovem da história a alcançar o feito.

Romário (1993/94)

O centroavante foi contratado junto ao PSV, aos 28 anos, para ser o goleador do "Dream Team" de Johan Cruyff. E não sentiu pressão alguma. Em 33 jogos no Campeonato Espanhol, marcou 30 gols - três deles na histórica goleada por 5 a 0 sobre o Real Madrid, em janeiro. Com Romário como destaque, ao lado de outros astros como Stoichkov e Koeman, o time foi campeão espanhol e vice europeu, perdendo a final para o Milan.

Tags: atacantes, Barça, Críticas, goleadores, neymar

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