Jornal do Brasil

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

Esportes

Candidato à CBF criticou Bom Senso e cunhou frase "ainda mato um treinador"

Portal Terra

"Ainda mato um treinador." Esta frase entrou para o anedotário do futebol gaúcho e é citada em momentos bem humorados para criticar técnicos. O autor da citação é o homem que pretende ser a oposição a José Maria Marin e Marco Polo del Nero na eleição presidencial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que está prevista para ocorrer em abril deste ano.

Francisco Novelletto Neto é catarinense, mas se fez no futebol no Rio de Grande do Sul. Presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), ele foi escolhido pelo grupo opositor após meses de especulações que indicavam Andrés Sanchez como possível candidato ao pleito da entidade que rege o futebol brasileiro.

Novelletto começou no esporte por meio do São José-RS, auxiliando financeiramente e participando da gestão do clube. Foi neste período, que durou nove anos, que o cartola declarou a "frase homicida" sobre técnicos.

“O treinador foi inventar, acabou perdendo o jogo mais ganho do campeonato e o São José perdeu todo o ano de trabalho. Aí, de cabeça quente, eu disse a frase que parece que ficou na história (risos)", disse Novelletto ao Terra, sem revelar quem era o tal técnico: “o que eu posso dizer é que ele está vivo e desempregado, mas não vou falar o nome nem sob tortura”.

O dirigente assumiu a presidência da FGF em 2004 e cumpre seu terceiro mandato - as duas últimas eleições ocorreram sem adversário. "Este deverá ser meu último mandato, não pretendo me eternizar na função, não vou me transformar em um Khadafi (ditador da Líbia deposto e morto em 2011 após quase 42 anos de poder)", falou o cartola ao vencer sua terceira disputa.

O que eu posso dizer é que ele está vivo e desempregado, mas não vou falar o nome nem sob tortura

Durante sua administração, Novelletto teve o costume de levar dirigentes de clubes em viagens durante congressos técnicos do Campeonato Gaúcho. Os encontros, bancados pela Federação, já ocorreram em países como Itália, Espanha, Chile e Uruguai. O congresso técnico para o Gaúcho de 2013 havia sido agendado para um cruzeiro pelo Caribe, mas foi desmarcado.

Colorado assumido, o cartola é conselheiro do Internacional, mas tem relações também com o Grêmio. Em 2011, durante a novela Ronaldinho, a equipe tricolor armou festa no Olímpico acreditando que acertaria com o astro. Caixas de som foram preparadas no estádio no aguardo do camisa 10, que nunca veio. O camisa 10 seria levado em um helicóptero da posse de Novelletto.

O dirigente ainda ganhou as notícias no último ano após críticas ao Bom Senso FC nos primeiros dias do movimento. Ao ouvir as reinvindicações do grupo de jogadores para diminuir o calendário do futebol, Novelletto classificou a proposta como "algo fora da realidade".

"Eles estão falando de barriga cheia. Ganham altos salários. Tem que ver a realidade de um ano de Copa do Mundo. Por que eles querem ser diferentes de qualquer outro funcionário? Será que eles vão abrir mão dos salários quando vão ficar 45 dias sem jogar? Estão querendo algo fora da realidade", disse ao Zero Hora o cartola, que acabou cedendo e reduzindo o Gaúcho de 2014 em quatro datas.

Tags: cfb;, copa;, futebol;, novelletto;, reivindicações

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