Jornal do Brasil

Domingo, 26 de Outubro de 2014

Esportes

Mais torcedores ainda podem ser presos por invasão ao CT do Corinthians

Agência Brasil

Mais torcedores do Corinthians ainda podem ser presos pela invasão, agressões e furtos praticados no Centro de Treinamento (CT) do clube, na zona leste da capital paulista, ocorrida no dia 1º de fevereiro deste ano. “Se conseguirmos identificar os torcedores [outras prisões serão feitas]. O intuito é que nós façamos uma investigação até o final, doa a quem doer”, disse Elisabete Sato, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Na manhã de hoje (20) três torcedores foram presos pela Polícia Civil pela invasão: Tarcisio Baselli Diniz, Danilo dos Santos Gomes e Gabriel Monteiro de Campos. Um deles foi preso em flagrante por posse de arma e de drogas e dois tinham passagem pela polícia. As prisões são temporárias.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na sede de três torcidas organizadas do Corinthians, a polícia também encontrou US$ 3,6 mil na quadra da Gaviões da Fiel e R$ 18 mil na quadra da Camisa 12. Também foram cumpridos mandados na quadra da Pavilhão 9. A Polícia Civil informou ter encontrado nas sedes das torcidas quatro rojões modificados para serem mais lesivos e perigosos.

Três torcedores ainda estão foragidos, entre eles, um que esteve preso em Oruro, na Bolívia, pela morte do adolescente boliviano Kevin Espada, atingido por um sinalizador, durante um jogo entre o Corinthians e o San José, válido pela Taça Libertadores da América. Segundo a delegada, o inquérito investiga crimes de formação de quadrilha ou bando, roubo, ameaça e lesão corporal.

A Polícia Civil investiga a possibilidade de o próprio clube ter facilitado a entrada dos torcedores organizados ao CT. "Estamos investigando. Todas as linhas de investigação estão abertas. Existe uma foto de um obstáculo rompido, uma cerca, e existe filmagem de alguns torcedores entrando por ali, mas a hipótese de eles terem entrado pela porta da frente também está sendo investigada", disse Margarete Barreto, delegada titular da Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do DHPP.

Um dos três homens que foram presos hoje disse à polícia que entrou no local pela porta da frente. “Um deles disse que entrou tranquilamente”, disse Margarete.

Um dos fatos que gerou estranhamento para a Polícia Civil é a ausência de imagens da invasão. Segundo a delegada, das 22 câmeras que haviam no local, apenas duas funcionaram no momento em que ocorreu a invasão. “Claro que [o sumiço das câmeras] não é natural. Você coloca um equipamento de monitoramento para funcionar e não para não funcionar. Mas nós não somos técnicos e por isso o equipamento foi enviado para a perícia técnica. A partir do laudo pericial, podemos tomar alguma atitude”, disse a delegada Margarete. Segundo ela, funcionários de segurança do clube relataram que  “o equipamento apresentou uma falha bem no momento da invasão e que, em outros dias, também já havia apresentado falhas. Mas naquele dia, pontualmente, foi naquele horário [da invasão]".

Segundo Elisabete Sato, a ação policial foi desencadeada após solicitação do presidente do Corinthians, Mário Gobbi.

Tags: agressão, Corinthians, CT, invasão, Torcida

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