Jornal do Brasil

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Esportes

Após confusões, clássico mineiro volta a ter torcida única

Portal Terra

O clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, no Independência, na tarde deste domingo, às 16h (de Brasília), mais uma vez será com torcida única – apenas atleticanos. A decisão, porém, foi tomada pela diretoria celeste que abriu mão de seus 10% na carga de bilhetes por não querer assumir os riscos de perder mais dinheiro e mandos de campo por conta de seus torcedores que não conseguem se controlar nas arquibancadas.

A decisão azul aconteceu após os acontecimentos nos últimos confrontos dos dois maiores times de Minas no Estádio Independência. Em novembro de 2013 pela segunda fase do Campeonato Brasileiro, por exemplo, terminou com saldo negativo: brigas de cruzeirenses, bombas dentro do estádio com as duas torcidas, além de perdas de mando de campo e multas.

Além de Atlético-MG e Cruzeiro, outro responsável pelo espetáculo ser restrito para apenas um torcedor é o Estado, pois em reunião no inicio de 2013 para definir esta situação, o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, garantiu que a Polícia Militar conseguiria segurar os ânimos e proporcionar espetáculo para azuis, pretos e brancos, no estádio do Horto.

Não conseguiu. O que aconteceu no Independência foi um grande esquema de isolamento entre torcidas do lado de fora, entretanto, dentro do Estádio a situação não se repetiu. Pela estrutura do campo, os 10% de torcedores celestes ficaram na arquibancada superior, exatamente sobre os atleticanos sócios do programa Galo na Veia.

Neste local, entre a arquibancada inferior e a superior ficam as cabines de imprensa e, bem de perto, os jornalistas acompanharam que os cruzeirenses arremessaram nos atleticanos copos com urina, água, refrigerante, além de bombas e outros objetos. Sem ação, os alvinegros esperavam uma atitude da Polícia – que pouco conseguiu acalmar.

Além dos incidentes com os atleticanos, duas facções cruzeirenses também brigaram entre si na arquibancada superior do Independência. Todos os problemas foram parar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e Atlético-MG e Cruzeiro foram punidos com perdas de mando de campo e multa em dinheiro.

O presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, bate o pé e entende que o maior confronto de Minas Gerais deve ser disputado apenas no Mineirão. Já Alexandre Kalil não abre mão de atuar onde entende que seu time rende mais, ou seja, no Independência, além de ter um contrato com a BWA, que administra o gigante do Horto. Enquanto uma boa decisão não é tomada, quem sai perdendo são os torcedores.

Tags: clássico, fechados, MINAS, portões, tumultos

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