Jornal do Brasil

Sábado, 30 de Agosto de 2014

Esportes

Copa: deputado cobra reinstalação de subcomissão para acompanhar gastos

Agência Câmara

O ex-presidente da subcomissão da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, deputado Marcelo Matos (PDT-RJ), deve entrar com requerimento na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara para reinstalar o colegiado, que não funcionou em 2013.

Segundo Matos, houve um intervalo no trabalho do grupo justamente quando os gastos com os eventos esportivos aumentaram. "Nós, que viajamos por todos os estados, vemos problemas nos aeroportos principalmente. Além disso, constatamos, junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União, preços superfaturados em várias obras”, diz.

Daqui a uma semana, sai a decisão se Curitiba vai ou não ser sede da Copa do Mundo – 18 de fevereiro é o prazo definido pela Fifa para que as obras da Arena da Baixada estejam no estágio condizente com a sua conclusão antes dos jogos do Mundial. O governo e o Atlético Paranaense buscam dinheiro, pois os recursos vão acabar no final do mês e são necessários 65 milhões de reais para o término da arena.

Marcelo Matos afirma que esse atraso é mais um motivo para que a subcomissão seja reinstalada. "No período em que vistoriamos o estádio, até está no relatório, a obra estava cumprindo os prazos”.

Além dos elevados custos das arenas, o que também chama atenção, na avaliação do parlamentar, é a falta de dados sobre a forma como esses recursos são utilizados. "Questões como transparência e combate à corrupção mostram-se fundamentais para aprimorar a democracia”, ressalta Matos.

Um levantamento do Instituto Ethos, em dezembro do ano passado, apontou indicadores de transparência das cidades-sede da Copa de 2014. Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte foram os destaques positivos. Rio de Janeiro, Cuiabá e Curitiba (que corre o risco de não receber jogos do torneio) tiveram desempenho mediano. Quatro cidades foram classificadas como de transparência baixa: São Paulo, Recife, Manaus e Fortaleza. Fecham a lista das duas piores cidades, com nível muito baixo de transparência, Salvador e Natal.

Os Indicadores de Transparência são uma ferramenta que permite medir de maneira objetiva os canais de participação da população em relação aos investimentos públicos para a realização do Mundial de 2014. Segundo o diretor-presidente do Instituto Ethos, Jorge Abraão, esse pode ser um dos bons legados da Copa.

Nas próximas semanas, haverá eleição das Mesas das comissões temática da Câmara dos Deputados. Com isso, o requerimento para a reinstalação da subcomissão, que faz parte da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, poderá ser apresentado e apreciado.

Tags: brasil, Cidades, estádios, gastos, Mundial

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