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Mundial de surfe: sul-africano vence Mineirinho 

Torcida ficou frustada com vitória de Jordy Smith

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Apesar da torcida contra - uma multidão tomou a areia da praia do Pepê, na Barra da Tijuca -, Jordy Smith se sagrou campeão da etapa do Rio de Janeiro do Mundial de Surfe. O sul-africano bateu na final a principal esperança da casa, Adriano de Souza. Mineirinho havia eliminado o compatriota Gabriel Medina em uma bateria equilibrada na semifinal, mas não conseguiu encaixar nenhuma manobra espetacular na decisão.

Ambos saíram da água aplaudidos pela massa. Enquanto Smith era carregado nos ombros de membros da sua equipe, Mineirinho se consolava com a liderança do ranking mundial, posição em que permanecerá pelo menos até o final da próxima etapa, nas ondas quase sempre tubulares de Fiji, no início de junho. Com os 8 mil pontos da segunda colocação, agora tem 18.500 após três etapas.

O brasileiro havia se sagrado campeão da etapa anterior, em Bells Beach, na Austrália, e poderia ser o primeiro surfista do país a vencer dois eventos do circuito mundial em sequência. No Rio de Janeiro, além de Medina, também havia derrotado o dono de 11 títulos mundiais Kelly Slater nas quartas de final. Na decisão, no entanto, somou 16,34 pontos contra imbatíveis 17,80 de Jordy Smith.

Além do título, que lhe coloca novamente como um dos melhores surfistas do circuito - depois de ter uma boa temporada em 2010, passou dois anos praticamente fazendo figuração -, Jordy Smith soma 10 mil pontos no ranking e US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil) na conta bancária. O sul-africano já é o segundo da lista com 18.250 pontos, 50 a mais que o terceiro colocado Mick Fanning. Kelly Slater está em quarto com 16.950. O Brasil tem mais dois representantes no top 10: Filipe Toledo (7º) e Medina (10º).

A final

Mineirinho começou a bateria logo tentando colocar o sul-africano sob pressão surfando duas ondas com notas razoáveis para as condições difíceis e pequenas do mar da Barra da Tijuca: 4,67 e 6,17. Smith optou pela tática da paciência e demorou quase dez minutos para responder com um 7,33. Mas o brasileiro ainda marcou uma onda 7,17 com direito a duas manobras aéreas.

No domingo, a ondulação diminuiu e os freqüentes tubos da véspera ficaram no passado. Em ondas menores, os aéreos passaram a ser decisivos, o que em tese beneficiava Mineirinho, mais baixo e acostumado a levantar voo. Mas Smith virou a bateria com um aéreo que ganhou 8,5 dos juízes. E sacramentou a vitória com outro aéreo alto quando a onda estava quebrando: 9,3.

O brasileiro ficou precisando de um 9,93 para virar a bateria a menos de 10 minutos do fim. Chegou bem perto com uma onda em que acertou algumas manobras no limite, mas marcou 8,47. Em outra, chegou a levantar voo, mas não conseguiu pousar para desespero da torcida.