Chuck Liddell se tornou o principal astro do UFC de Jaraguá do Sul. Afinal, enquanto Vitor Belfort tem dado entrevistas rápidas e mornas, o lendário ex-lutador de MMA veio para divulgar o evento em Santa Catarina e tem cumprido sua missão com simpatia. Nesta sexta-feira, ele fez sessão de autógrafos desde quarta-feira, respondeu a perguntas do público nesta sexta, atendeu a imprensa e esbanjou simpatia. Ansioso para a luta principal do card, entre Belfort e Luke Rockhold, ele também analisou um possível combate entre Anderson Silva e Jon Jones.
Aposentado desde 2010, Liddell descarta qualquer possibilidade de voltar aos octógonos. Ele se tornou contratado do UFC para divulgar o MMA e tem aproveitado sua vida como torcedor. "Vai ser uma luta interessante entre Belfort e Rockhold, estou ansioso para ver isso. Para ambos vai ser uma boa oportunidade", afirmou ele, admitindo também que ainda não viu o americano lutar - ex-campeão do Strikeforce, ele fará sua estreia pelo UFC.
Questionado sobre a luta entre Anderson Silva e Jon Jones, Liddell também mostrou ansiedade. Apesar de não gostar das lutas que colocam frente a frente lutadores de pesos diferentes, ele entende que seria um combate interessante: "o Anderson não poderia 'dançar', como sempre faz. E o Jones teria que levar a luta para o chão, porque não conseguiria bater nele. Mas no chão o Anderson também é muito bom".
Os elogios a Anderson também vieram quando Liddell analisou a categoria dos pesos médios (até 84 kg), na qual ele já lutou quando estava no Pride (maior organização de MMA antes do crescimento do UFC). "Não tem mais ninguém para enfrentar o Anderson. Ele vai ter que esperar surgir alguém ou, se quiser, mudar de categoria". O brasileiro está com luta marcada para o UFC 162, contra Chris Weidman, no dia 6 de julho.
As perguntas sobre brasileiros foram recorrentes para Liddell, que todas vezes mostrou muito respeito a todos eles - inclusive a Wanderlei Silva, com quem teve rivalidade no passado. Questionado qual foi o atleta do País que lhe trouxe mais dificuldade, ele pensou bastante, mas respondou: "foi o Shogun, mas contra o Wanderlei também foi difícil. E teve o Vitor, que sempre faz lutas divertidas para assistir", relembrou ele, que perdeu para o primeiro, mas venceu os outros dois citados.
À vontade no papel de astro do UFC de Jaraguá do Sul, Liddel também arrumou um jeito de arrancar risadas do público. Quando foi perguntado se voltaria a lutar para enfrentar seu antigo rival Tito Ortiz, ele brincou: "não vai acontecer (a luta) de novo, mas eu sei como é divertido bater no Tito".
O repórter viajou a convite da organização