Jornal do Brasil

Domingo, 19 de Maio de 2013

Esportes

Exclusivo: Piqué confirma que foi seguido por detetives a mando do Barcelona  

Portal TerraRut Vilar  

Concentrado com a seleção espanhola, Gerard Piqué aproveita estes dias para recuperar horas de sono. Pai de primeira viagem, o jogador do Barcelona reconhece que se sente em um dos “melhores momentos” de sua vida pessoal e profissional. Namorado da colombiana Shakira, que deu à luz o menino Milan Piqué Mebarak em fevereiro passado, o zagueiro vê como "águas passadas" o episódio vivido entre 2010 e 2011 - período no qual confirma ter sido seguido por detetives a mando do clube catalão.

Em entrevista exclusiva ao Terra, Piqué se pronuncia pela primeira vez sobre a investigação a que foi submetido pelo próprio Barcelona em 2010, segundo relatórios das agências de detetives Médoto3.

“A verdade é que em 2010 já percebi que algo estava ocorrendo, portanto agora que saiu a notícia tampouco me surpreendi. Eu sabia que algo estava acontecendo. É algo feio, porém são águas passadas. Agora há outras pessoas à frente do clube. O que nos espera os próximos dois meses é muito bonito como para perder tempo nisso”, afirma Piqué.

Em fevereiro, o jornal espanhol El Confidencial, publicou que o Barcelona recorreu a uma agência de detetives para espionar a vida privada do zagueiro Gerard Piqué. De acordo com o diário, esse acompanhamento ganhou uma "intensidade especial" a partir do momento em que o jogador espanhol começou a namorar Shakira, em 2011. Segundo o periódico, a atitude partiu de um pedido de Guardiola, que seria extremamente controlador da vida pessoal de cada um de seus comandados.

Nos próximos dois meses, período ao qual Piqué faz menção, o Barcelona tenta confirmar o título no Campeonato Espanhol e retomar a hegemonia na Liga dos Campeões da Europa. Pelas quartas de final da competição continental, o clube se prepara para reencontrar o atacante sueco Zlatan Ibrahimovic, no confronto com o Paris Saint-Germain. “Prefiro que Zlatan jogue”, afirma, citando o sueco que defendeu o clube catalão entre 2009 e 2010.

Antes disso, porém, Piqué pensa na seleção espanhola, que enfrenta na próxima sexta-feira a Finlândia, pelas Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo de 2014. Na terça-feira, o confronto será contra a França, quando uma derrota pode mandar a seleção atual campeã do mundo à fase de repescagem. 

“Ninguém fala deles (Finlãndia), mas creio que será um jogo complicado. Fomos à Geórgia e ganhamos no 87º minuto, portanto temos de ter muito cuidado e saber que, se falharmos contra a Finlândia, na terça, contra a França, iremos ainda mais pressionados”, afirma o zagueiro.

Na entrevista, Piqué se empolga com a possibilidade de jogar tanto o Mundial do Brasil quanto a Copa das Confederações. “A seleção nunca ganhou, portanto é nosso objetivo pendente”, diz, sobre a competição a ser realizada em 2013. Ele também critica a regra que não garante a vaga automática dos atuais campeões do mundo na Copa seguinte.

Quanto ao Barcelona, o zagueiro reconhece ter “muita vontade” de ver novamente Tito Vilanova no vestiário. Ele explica que o técnico, o qual passa por tratamento nos Estados Unidos para um câncer nas glândulas carótidas, tem estado em contato permanente com o elenco, “inclusive conversando com a equipe por videoconferência”.

O jogador ressalta ainda que a equipe mostrou sua grandeza ao não contratar um substituto – o auxiliar Jordi Roura faz as vezes de comandante interino – e nega que durante a ausência o Barcelona viva da autogestão de seus jogadores.

Piqué comemora o fato de os técnicos ainda apostarem em um elenco curto, embora entenda que, com as lesões de Puyol e Adriano, a zaga paga o preço por isso. O espanhol destaca os melhores zagueiros da Europa, caso o clube decida contratar um deles no próximo mercado de transferências. E se refere também a sua “excepcional” relação com Josep Guardiola, que deixou o Barcelona em 2012.

“Você sempre pensa que, se tivéssemos nos classificado nas semifinais contra o Chelsea e depois ganhado a Liga dos Campeões da Europa, teríamos convencido (Guardiola) de ficar um ano a mais. Nunca se sabe”, reflete Piqué, comentando a saída do ex-treinador que curte ano sabático em Nova York. A partir da próxima temporada, Guardiola retornará ao cenário europeu como um possível rival do Barcelona: assinou contrato para dirigir o Bayern de Munique até 2016.

Tags: 2016, copa do mundo, Espanha, futebol, jogador, perseguição, seleção, técnico

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