Seedorf se motiva por 1º título no Brasil e quer time acostumado a conquistas
Aos 36 anos, Seedorf tem um currículo invejável, com título mundial, da Liga dos Campeões e conquistas nacionais. Mas a vontade de vencer continua em alta. Às vésperas de sua primeira decisão no Brasil e no Botafogo, domingo, contra o Vasco, o camisa 10 vive a expectativa de ser campeão.
"Estou motivado. Qualquer taça é uma taça importante. Sempre é melhor ganhar do que perder, se acostumar a vencer é importante, principalmente para o Botafogo, para esse grupo. Não há frio na barriga, há uma leve preocupação para ter atitude igual ou melhor do que no jogo contra o Flamengo. O time tinha que jogar, fazer o gol, mas sempre mostrou capacidade de reação e precisava reagir naquela hora", afirma, lembrando que o Botafogo vinha de empate com o Boavista.
Com a consciência profissional que sempre lhe rendeu elogios, Seedorf fez treinos específicos nos últimos dias e explicou que seu corpo sentia essa necessidade. Nesta quinta-feira, participou do coletivo vencido por 2 a 0 pelos titulares, com gols de Lodeiro e Fellype Gabriel.
O time foi: Jefferson, Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Fellype Gabriel, Seedorf e Lodeiro; Rafael Marques.
"Na semifinal, estava confiante na motivação extra, depois de tantos anos que o Botafogo não conseguia vencer o Flamengo. Agora, precisamos estar preparadíssimo para um Vasco supermotivado. Se não tiver a mesma garra, a mesma cabeça, vai ser muito complicado. O Botafogo está bem, mas tem, nesses dois dias, que trabalhar para chegar no jogo com atitude de vencedor", diz Seedorf.
A motivação para grandes jogos, garante o craque, vem naturalmente. Como boa recordação, Seedorf lembra que já foi campeão mundial sobre o Vasco, pelo Real Madrid.
"É uma boa lembrança. Foi um jogo difícil, me lembro, disputado, como vai ser esse. Vi o Vasco contra o Fluminense, atual campeão brasileiro, teve atuação muito boa. Tem que respeitar muito esse time, preparar a cabeça para disputa muito forte. A diferença vai ser a parte mental, psicológica", aposta.
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