Andrés nega articulação na CBF, mas espera chancela por liga
Andrés Sanchez, ex-diretor de Seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), descarta a possibilidade de buscar um cargo maior na cúpula da entidade. Em entrevista ao Terra na tarde desta segunda-feira, o dirigente nega qualquer intenção de articulação política, e vê Marco Polo del Nero (atual presidente da Federação Paulista de Futebol) como o provável sucessor de José Maria Marin na presidência da CBF.
“Não estou trabalhando com essa possibilidade. Nem sabemos se o Marin vai querer ou não. A princípio, é o Marco Polo o candidato (de Marin à sucessão), temos que esperar para ver quem será o candidato dele”, disse André, negando ainda que busque uma articulação com clubes para criar uma liga brasileira independente. “Eu não estou articulando nenhuma liga de clubes, não tenho a prepotência de ser o homem número 1 do futebol brasileiro. Não tenho essa pretensão”, assegurou.
O mandato de Marin à frente da CBF dura até 2014, encerrando-se após a Copa do Mundo no Brasil. Ex-vice-presidente de Ricardo Teixeira, ele assumiu após a renúncia do dirigente, oficializada em carta no dia 12 de março do ano passado. A tendência é que Marin cumpra seu mandato até o fim, dada a proximidade com a Copa das Confederações (2013) e o Mundial.
O ex-presidente do Corinthians, que deixou seu cargo na CBF em 28 de novembro, vê a situação política na CBF ainda instável diante da transição de poder. Para ele, José Maria Marin precisa conversar com dirigentes para negociar a sucessão.
“Antes de eu sair, falaram que o barco tinha três pessoas. Eu saí. O mais importante é se o Marin vai querer o mandato dele ou não. O Marco Polo é o primeiro da lista, mas tem que falar com as federações e os presidentes de clube para ver o caminho que vai tomar, disse.
Transparência
Mesmo negando negociar a criação de uma liga brasileira de clubes, o dirigente vê com bons olhos a possibilidade da entidade para legislar sobre o Campeonato Brasileiro. Apesar disso, Andrés acredita que uma liga independente precisa justamente da chancela da CBF, justamente a responsável pela organização do Campeonato Brasileiro atual.
“A Liga sem a chancela da CBF não vai virar liga, vai ser um novo Clube dos 13. Para ter uma liga, tem que ter a chancela da CBF. Falta transparência, não tem nada a esconder, quanto arrecada, quanto faz. CBF mexe com a paixão do brasileiro, não tem porque não ser mais transparente”, disse.
“Tem um monte de coisa errada e certa. A gente não fica nada a dever, tem muita coisa que estão se mudando. Futebol era uma caixa preta, está cinza, estava se encaminhando para o branco, mas está voltando para o preto. Tem que ser algo transparente”, declarou também.

