Scheidt minimiza 16 anos de favoritismo e vê Brasil forte para Londres
Os representantes brasileiros de seis classes de velejadores para os Jogos Olímpicos de Londres foram definidos na última semana, durante o Pré-Olímpico de Búzios, e os classificados até o momento deixaram o multicampeão Robert Scheidt animado. Favorito ao lado de Bruno Prada para a conquista do ouro, ele elogiou a força da equipe que o Brasil vai levar à Olimpíada.
"A Equipe Brasileira de Vela é muito forte. A mistura de jovens talentos com experientes é importante e pode render medalhas", apontou Scheidt, que, assim como os demais classificados, inicialmente garantiu a vaga ao Brasil no Mundial de Vela de Perth, em 2011. Apesar disso, era necessário vencer o Pré-Olímpico para se confirmar como representante, feito alcançado com tranquilidade ao lado de Bruno Prada.
Além dele, Bimba (RS:X masculina), Patricia Freitas (RS:X feminina), Adriana Kostiw (Laser Radial), Bruno Fontes (Laser) e Jorge Zarif (Finn) também confirmaram vaga e ganharam destaque. "Vejo o 470 feminino, a gente no Star, o Laser masculino e os RS:X com grandes chances", apontou o velejador, animado com a perspectiva de medalhas para a modalidade na disputa em Londres.

Há uma situação indefinida entre os brasileiros. Na classe 470 feminina, Martine Grael e Isabel Swan garantiram a vaga brasileira em Perth, mas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan venceram o Pré-Olímpico. O desempate ocorrerá no Troféu Princesa Sofia, em Palma de Maiorca, na Espanha, em maio. O País ainda pode conquistar vaga olímpica nas classes 49er e 470 masculino.
16 anos de favoritismo
Líderes do ranking mundial da classe star, Robert Scheidt e Bruno Prada entram na reta final para a Olimpíada de Londres mais favoritos do que nunca, o que não chega a incomodar. "Eu convivo com o favoritismo desde a minha primeira Olimpíada em 1996. Sei que nós somos os adversários a ser batidos e vamos brigar pelo título na raia de Weymouth", minizou Scheidt, dono de dois ouros e duas pratas em Jogos.
"O mais importante é chegar inteiro na Olimpíada. O planejamento deve ser intenso sem prejudicar fisicamente. Muitas vezes treinamos demais e chegamos cansados nos eventos. A ideia é estar 100% nos jogos", complementou Bruno Prada, que ainda vai disputar com seu parceiro a Sail for Gold, regata em junho, na Inglaterra.

