Jornal do Brasil

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Esportes

Saiba quem é o jogador que trocou o rock pelo basquete

Jornal do Brasil

Sollys Boussidan, Portal Terra

ISTAMBUL, TURQUIA - O Brasil enfrenta nesta quinta-feira, às 15h30 (de Brasília), a Croácia pelo Grupo B do Mundial Masculino de Basquete da Turquia. A equipe vermelha e branca é conhecida pela qualidade e altura de seus jogadores - o pivô Ante Tomic é um dos jogadores mais altos da competição com 2,17 metros. O que muita gente desconhece, no entanto, é que alguns jogadores do time possuem "habilidades especiais" e histórias de vida interessantes. Esse é o caso do capitão do time croata, o armador Roko Ukic - filho de Zoran Ukic, um famoso baterista croata que na década de 90 tocava em uma banda extremamente famosa nos Bálcãs, a Daleka Obala (Mares Distantes, em croata).

Roko desde pequeno tomou gosto pela baqueta, mas abandonou o instrumento em troca da bola de basquete. "Meu pai costumava tocar de forma profissional. Ele era baterista por profissão, ele tinha uma banda e quando eu tinha três ou quatro anos ele me ensinou o básico da bateria. Eu toquei até fazer seis anos de idade, mas acabei parando. Não toquei de novo até os 19 anos de idade, pois comecei a praticar basquete, ir à escola... Quando finalmente fui morar sozinho, no meu apartamento, comprei uma bateria de novo e reaprendi a tocar. Agora toco. Sou até bem decente para um amador", conta o jogador que atualmente defende o Fenerbahce, da Turquia.

Apesar de sua boa atuação na bateria, Roko admite que suas performances são restritas ao círculo de amigos. "Toco em festas particulares, casamentos... mas só no casamento de amigos, é claro! Não toco para ganhar dinheiro no casamento de estranhos (risos). Infelizmente, não tenho muito tempo, pois o verão é a única época em que realmente dá para tocar e eu sempre tenho os jogos da seleção da Croácia, com isso acabo não tendo tempo suficiente para tocar... Gostaria de poder fazer isso com mais frequência", afirma o croata.

Sobre a família, Roko diz que é o único além do pai a tocar algum instrumento. "Minha irmã é dançarina, mas não toca nenhum instrumento. Meu pai ainda toca, mas está um pouco menos ativo agora porque a banda dele, que era muito famosa no meu país não existe mais. Eles chegaram a gravar oito álbuns comerciais, mas agora meu pai toca mais instrumental e coisas que curte de verdade, de forma não comercial", diz o atleta.

Roko se diz ansioso e preparado para enfrentar o Brasil na partida de hoje e confessa - para ele tocar bateria é mais difícil e mais divertido que jogar basquete. "Sou um jogador muito melhor do que sou um baterista (risos). Com certeza tocar bateria é bem mais difícil que jogar, mas ao mesmo tempo, por isso mesmo, talvez seja até mais divertido do que jogar basquete".

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