Treino fechado e língua afiada no Botafogo
Jornal do Brasil
RIO - Mais uma vez, o técnico Estevam Soares adotou a tática do esconde-esconde. No único treino tático da semana, a imprensa só teve acesso ao trecho final da atividade. O mistério não costuma dar certo. O mesmo expediente foi utilizado antes da derrota por 3 a 0 para o Barueri na última rodada. Sem contar com André Lima, recém-operado e fora dos gramados, o treinador pode promover o retorno de Diego à zaga e a ida do lateral-esquerdo Gabriel para sua posição de origem.
Com Reinaldo recuperado das dores musculares, a tendência é que o mesmo time derrotado por 3 a 0 para o Barueri entre em campo. Para o volante Leandro Guerreiro, a equipe precisa demonstrar a mesma gana de vencer, exibida nas três partidas anteriores, quando ganhou do Coritiba em casa e derrotou o Internacional, em Porto Alegre.
As reclamações do técnico do São Paulo, Ricardo Gomes, sobre a suspensão de Jean, Borges e Dagoberto não foram bem recebidas por Estevam. Na guerra de nervos, antes da partida tida como crucial para o destino tanto do título, quanto do rebaixamento.
Está reclamando de barriga cheia. Aqui no Botafogo tivemos um monte de erros. Ele tem o melhor elenco do Brasil e é líder protestou Estevam.
Após jogar a pressão para cima do árbitro Sandro Meira Ricci, o técnico alvinegro desejou sorte ao árbitro da partida.
Espero que ele seja muito feliz em sua arbitragem no domingo afirmou Estevam.
Festa com sinalizadores
Com expectativa de 10 mil torcedores para a partida de domingo, um grupo de torcedores alvinegros se organizou para tentar evitar um novo apagão da equipe no Brasileiro. Um movimento batizado de Black Hell, em bom português, inferno negro. A iniciativa é promover um evento pirotécnico, com sinalizadores negros, antes da partida.
