Jogadores rejeitados pelo Flu tem contrato até dezembro de 2010
Da Redação, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - O ano de 2010 sinaliza enorme pesadelo para a torcida tricolor. Independentemente do rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro, o legado deixado por Alexandre Faria e Tote Menezes vai dar muito o que falar. Pior ainda se o time não resistir e cair. Jogadores que fatalmente ficarão estigmatizados no fim da atual campanha não sairão do clube em dezembro. Somente no fim de 2010.
Faria e Tote já não estão mais no Fluminense. À época em que comandavam o futebol, o coordenador e o vice-presidente de futebol permitiram contratos longos sem imaginar o tamanho da rejeição à grande parte do atual elenco. Para apagar o incêndio, Mário Bittencourt, gestor do futebol, estuda negociar com alguns jogadores rescisão amigável do vínculo com o clube. O primeiro da lista foi Fábio Santos. O meia, que em quatro meses fez apenas uma partida, teve o contrato rescindido há duas semanas. Os dirigentes alegaram que Fábio fizera corpo mole. O jogador, por sua vez, alega que estava machucado, tanto que foi submetido à nova cirurgia no joelho, operado pelos médicos do Fluminense em maio passado.
A cobrança em 2010 será por uma reformulação do elenco, mesmo se o Fluminense ficar na Série A. Em contrapartida, caindo, o clube vai viver sob intensa crise, pois o grupo inchado não será desfeito tão facilmente.
Caso Bittencourt não tenha êxito em sua negociação, o torcedor tricolor terá de conviver até o fim de 2010 com os seguintes jogadores: Cassio, Leandro Amaral, Marquinho, Ruy e Wellington Monteiro. À exceção de Monteiro e Cássio, todos foram trazidos este ano. Destes, Leandro é o mais contestado. Às voltas com lesão no joelho, não marcou um gol sequer na atual temporada. Wellington Monteiro nunca contou com a simpatia nem com a paciência do torcedor. Ruy é outro que visivelmente é perseguido pela torcida.
Este ano, alguns protestos marcaram a insatisfação da torcida com o elenco. Num deles, Diguinho foi agredido durante um treino, sob os olhos do tetracampeão Carlos Alberto Parreira. A pressão era tanta pela saída daqueles que, segundo os tricolores não estavam à altura do Fluminense, que muitos deixaram o clube ainda no primeiro semestre: Jaílton, Leandro, Leandro Domingues, Xandão, Roger, Ciel, Romeu, Eduardo Ratinho e Everton Santos.
Há ainda mais quatro jogadores cujo compromisso se estende até 2010. São eles Adeílson, Equi Gonzáles, Paulo César e Roni. Os dois primeiros ainda estão sendo avaliados. Já os dois últimos, até por já terem passado pelo clube em fase tão sombria quanto à atual, o índice de rejeição é grande.
No fim de 2009, terminam os contratos de Fabinho, Mariano, Radamés e Edcarlos. Este último é o primeiro da lista que o torcedor não quer nas Laranjeiras ano que vem nem de graça. Fabinho vem logo atrás.
Urrutia, de 32 anos, fica no clube até agosto de 2011 e Diguinho por mais quatro anos.
