Departamento médico do Botafogo tem poucos jogadores machucados
Fúlvio Melo, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Quando a fase é boa, até um setor problemático no clube está vivendo dias amenos. Repleto de pacientes no primeiro semestre, o departamento médico alvinegro tem apenas dois enfermos: Renan e Túlio Souza. Logo, a ausência de desfalques é comemorada pelo chefe do departamento médico, questionado no primeiro semestre pelo tempo em que alguns jogadores estiveram no estaleiro.
Só posso dizer Amém. A fase está boa mesmo. Estamos com sorte e não temos nenhuma lesão mais grave frisou o médico Luiz Fernando Medeiros.
O drama alvinegro começou ainda na pré-temporada, após passar por duas cirurgias no joelho, Teco, zagueiro titular na campanha vice-campeã da Copa Libertadores, em 2007, com o Grêmio, chegou curado ao clube. Mas acabou fraturando o tornozelo, em um treino na Taça Guanabara. Após sofrer com problemas musculares, integra o banco de reservas e não sofre mais de problemas musculares.
O segundo caso mais grave foi o de Reinaldo. No primeiro jogo da final carioca, o jogador se machucou. O que seria uma entorse leve, num primeiro momento, acabou virando edema ósseo. O jogador ficou dois meses parado. Voltou, sofreu com problemas musculares e só agora vem conseguindo manter, uma sequência com jogos e gols.
Mas para os problemas musculares, o doutor Luiz Fernando possui explicação na ponta da língua.
O Reinaldo, por exemplo, veio do Japão. O Victor Simões, da Coréia. São lugares onde a carga de treinos é menor e o número de jogos também. O Botafogo contratou muitos jogadores, em diferentes estágios de preparação e para unificar o trabalho é complicado ressaltou o médico.
Veio o Brasileiro e o problema continuou. O primeiro foi Victor Simões, com um estiramento muscular. Em seguida, os reforços começaram a sentir. Na ordem, Renato sofreu estiramento grau 1 na coxa. Depois, Michael, com problemas nos dois tendões, lateral que hoje treina afastado..
Renato estava encostado em Israel, Michael o mesmo caso na Ucrânia. É normal o jogador que está sem jogar há algum tempo, voltar e sentir concluiu.
Por ética, os antigos funcionários do clube não falam da transição de comando da comissão técnica de Ney Franco, para a de Estevam Soares. Mas o fato é que desde a chegada do atual treinador e sua comissão técnica a equipe não apresentou mais problemas graves.
Drama de Tulio Souza
Os únicos pacientes da enfermaria têm lesões complicadas. Renan sofre com uma pubalgia. Titular desde a operação no joelho esquerdo de Castillo, em outubro de 2008, o jovem goleiro se machucou e o clube reencontrou em Jefferson a segurança perdida.
A previsão é que Renan volte ao clube daqui a 30, 40 dias no máximo, aos treinamentos com o elenco assegurou o médico.
Já Tulio Souza é um caso à parte. Após sofrer com diversas dores no púbis, ainda na pré-temporada foi diagnosticada no jogador uma doença rara, chamada Síndrome de Gillmore. O jogador chegou a ser operado e só voltou em abril. Na partida contra o Madureira, marcou o gol da vitória e em um ato de desabafo correu em direção a um torcedor que o xingava no Engenhão. Foi o único momento de alegria de Tulio.
Após voltar a sofrer com as dores no púbis, o departamento médico alvinegro resolveu novamente operar o volante. Curiosamente, o jogador alvinegro tem o tempo de recuperação prevista, parecido com o do companheiro Renan.
É difícil mensurar um tempo. Depois acaba sendo um pouco mais demorado e as pessoas caem em cima do médico. Mas acredito que em torno de 40 dias concluiu o médico.
