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Pressão por Valdir põe Valentim nas cordas

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Pelo visto a passagem de Alberto Valentim por São Januário será apenas um pouco maior do que sua aventura no Pyramids do Egito, que durou exatos três jogos. O treinador está à frente do Vasco há quatro partidas e não completará a sexta se perder sábado, para o Flamengo, em Brasília.

Nas quatro derrotas com Valentim, o time do Vasco teve atuações sofríveis, bem piores do que as três que a equipe realizou sob o comando do auxiliar Valdir Bigode. Em São Januário, é cada vez maior a pressão para que o ex-jogador seja efetivado no lugar do atual treinador. E não são apenas os torcedores e sócios que querem a mudança. Há muito jogadores que também desejam a volta de Valdir.

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Wagner: meia tem proposta do Catar (Foto: Carlos Gregório Jr./Vasco.com.br)

Com o auxiliar no comando, o Vasco somou cinco pontos em três jogos – 1 a 1 com o Ceará, 0 a 0 com o Atlético-MG e 3 a 1 na Chapecoense. Já sob a direção de Alberto Valentim, o time ainda não ganhou um ponto sequer – 0 a 1 para o Atlético-PR, 0 a 3 para o Santos, 1 a 2 para o América-MG e 0 a 1 para o Vitória.

Três derrotas aconteceram fora do Rio e uma no Maracanã. Como sábado o jogo contra o Flamengo será no Mané Garrincha – o mando é do Vasco – Alberto Valentim corre sério risco de ser mandado embora sem ter dirigido o time uma única vez em São Januário, fato raríssimo na história recente do Vasco.

Coincidência ou não, o meia Wagner, um dos jogadores mais próximos de Valdir, conseguiu ontem na Justiça a rescisão de seu contrato com o Vasco. Para conseguir a quebra do compromisso, Wagner alegou que o clube não está depositando seu FGTS.

Wagner diz que recebeu uma proposta do Al Khor, do Qatar, no dia 4 de setembro. Como a janela de transferência na região termina sexta-feira, dia 13, o jogador pediu tutela de urgência na decisão para que consiga se transferir. O Vasco vai recorrer.



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