Jornal do Brasil

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

País - Eleições 2014

Campanha de políticos bizarros brasileiros repercute no New York Times

Jornal do Brasil

O jornal The New York Times publicou uma reportagem nesta quarta-feira (3), onde comenta os políticos “palhaços” das eleições brasileiras. Eles citam alguns candidatos que usam do humor para tentar se popularizar. O jornal chama a atenção para Paulo Batista, candidato a deputado estadual em São Paulo, pelo Partido Republicano Progressista (PRP), que incorpora o Superman.

Batista aparece num vídeo que circula como campanha oficial no youtube voando como se fosse o Superman. “Comunistas estão por toda parte! Mas o nosso herói Paulo Batista não vai desistir”, diz a locução do vídeo, enquanto o candidato voa em meio as nuvens, procurando algo para atingir. Até que encontra diversos elementos que são atingidos por um “raio privatizador”, onde o locutor grita as palavras, como se fosse um superpoder.

>> Veja como funciona as eleições proporcionais e porque os candidatos bizarros são importantes

“Sim, é época de eleição no Brasil, uma democracia vibrante, onde candidatos bizarros são uma tradição resiliente e o desencanto com o sistema político é generalizado”, diz a reportagem do TNYT. O jornal diz que os candidatos estão fazendo campanhas de “cair o queixo”, que podem ser confundidas com “peças de arte conceituais ou as divagações da mente”.

O jornal entrevistou Batista, agente imobiliário paulista de 34 anos que declarou que o "método genérico, neutro" de apelar para os eleitores é muito "medíocre". 

Em entrevista ao jornal americano, David Fleischer, professor de ciência política na Universidade de Brasília disse que, através desses candidatos, "há uma história rica de eleitores brasileiros que expressa a aversão nas urnas" . Ele relembra que em 1959, Cacareco, um rinoceronte em um jardim zoológico do Brasil, recebeu mais de 90 mil votos como candidato para a Câmara Municipal de São Paulo, ultrapassando todos os candidatos humanos na corrida. Também há o caso de Tiririca, eleito em 2010 como o deputado federal mais votado das eleições e o segundo mais votado de toda a história do Brasil.

Em 2002, Enéas Carneiro, ganhou um assento no Congresso, com 1,5 milhões de votos. Seus anúncios de TV raivosos terminavam rosnando a mesma frase: "Meu nome é Enéas".É considerado mais um caso de voto de revolta. Os candidatos podem ser ainda mais bizarros. A colheita deste ano inclui propagandas com nomes como Bin Laden, Barack Obama e Jesus. 

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