Jornal do Brasil

Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

País - Eleições 2014

Aécio dá entrevista ao 'Estadão' e diz que falta transparência ao PT

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Com 16% na pesquisa CNT divulgada hoje, e 12% a menos do que Marina Silva, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, deu entrevista ao 'Estadão" e disse que é o mais preparado para assumir o cargo, defendeu parcerias público-privadas para todos os setores em que o Estado não conseguir atuar com eficiência, e tentou se desvincular da imagem de "direita", prometendo programas sociais e colocando Fernando Henrique Cardoso como "conselheiro". 

Aécio também voltou a criticar o atual governo e disse que falta transparência ao PT. "Construímos nos últimos anos um projeto para o Brasil. Partimos da constatação que é de muitos brasileiros hoje que é que o governo que está aí fracasso. Fracassou na economia, hoje o Brasil é um cemitério de obras abandonadas. Um governo que demonizou as privatizações, as parcerias com o setor privado e fracassou também em sua grande bandeira que era a transformação social. Hoje o crime não escolhe mais região e no Nordeste de forma mais violenta. Uma omissão criminosa do governo federal. Na educação pontuamos nos últimos lugares nos rankings mundiais. E isso explica esta mudança", afirmou Aécio.

O candidato disse ainda que o PT tenta se apropriar de todos os programas, como se ele fosse o seu criador. "A grande verdade é que o programa do atual governo para o Nordeste se ressumiu ao bolsa família. Queremos a superação da pobreza. Ela pode fazer bem para o PT. Nós queremos acabar com ela. A privação da renda é uma vertente da pobreza, mas não somente. O Família Brasileira vai se classificar as famílias em níveis de carência. O cadastro do Bolsa Família é uma caixa-preta. Há famílias com outras carências que podem ser ajudadas pelo Estado", acrescentou.

Aécio Neves aposta nas contradições entre o PT e PSDB. "Eu, com a indicação do Armínio Fraga, quero mostrar que temos um projeto. Mostrar como vamos trazer os empregos de volta, como vamos voltar a crescer", explicou. Sobre a sua equipe de trabalho, ele disse que são muitos nomes qualificados. "Nomes de economistas que estão surgindo. Temos uma seleção brasileira, nosso time não vai se restringir ao primeiro escalão. Temos já um batalhão de pessoas trabalhando em termos de macro e micro econômica já pensando nos caminhos que teremos que tomar. O Banco Central será o grande protetor da nossa moeda e terá total independência para agir. E em comparação com que está aí, veremos a mediocridade do atual governo".

Sobre a crise energética, Aécio acredita que "o fundo do poço ainda não chegou". "Pelo voluntarismo da própria presidente que não quis ouvir o setor energético. O Brasil tem hoje em sua matriz energética uma participação hídrica de 75%. Estamos no limite de nossas grandes geradoras. Precisamos diversificar nossa matriz. Nossa matriz eólica tem potência. O governo chega a falar agora em licitar primeiro as linhas de transmissão para depois fazer os parques de geração. Biomassa, o desastre que aconteceu é mais um erro do atual governo, que utiliza a Petrobras para segurar a inflação. E o gás, que apesar de ser combustível fóssil é menos poluente que os outros", prosseguiu. 

O tucano também abordou a simplificação do sistema tributário. "Logo no primeiro dia enviaremos ao congresso uma proposta de simplificação do sistema tributário. A economia tem que crescer mais que o Estado. As empresas brasileiras gastam em seu conjunto mais de R$ 40 bi para manter a máquina pagadora funcionando. Vamos qualificar as despesas. Não estamos falando em cortar programa sociais. Despesas supérfluas nos vamos cortar sim", garantiu.

O candidato falou ainda sobre a eficiência do Estado e disse que não é razoável, no regime presidencialista, alguém administrar com o mínimo de eficiência com 39 ministérios. "O Brasil quer um Estado eficiente, que gaste menos com sua estrutura para gastar mais com as pessoas. Metade dos ministérios que está aí é suficiente para atender as demandas", afirmou Aécio.  

 

Tags: 2014, campanhas, candidatos, Eleições, sucessão

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