Jornal do Brasil

Sábado, 22 de Novembro de 2014

País - Eleições 2014

Lindberg pede rigor em investigação sobre gráfica no RJ 

Empreendimento fechado pelo TRE na semana passada produzia panfletos da coligação de Pezão

Jornal do Brasil

O candidato do PT ao governo do Rio de Janeiro, senador Lindberg Farias, cobrou rigor nas investigações sobre a gráfica High Level Signs, fechada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) na semana passada, e que produzia panfletos da coligação do candidato ao governo do Estado Luiz Fernando Pezão (PMDB, PP, PSC e PTB).

A gráfica também produzia material em grande volume para Pedro Paulo (PMDB), candidato a deputado federal e ex-chefe de gabinete do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB). O Tribunal suspeita de um grande esquema de desvio de dinheiro público para elaboração da propaganda. Para Lindberg, o PMDB está usando “a máquina” na campanha.

Questionado sobre a pequena quantidade de material de campanha dele e da presidente Dilma Rousseff, o petista disse que eles “não têm a gráfica que o PMDB tem, que consegue rodar materiais e materiais”. Ele afirmou que o PMDB de Pezão tem “uma máquina do tamanho do mundo”. “Estão usando o poder econômico de forma acintosa nessa eleição”, disse o senador em caminhada em Nova Iguaçu nesta terça-feira.

Lindberg: “Essa questão da gráfica tem que ser analisada até as últimas consequências"
Lindberg: “Essa questão da gráfica tem que ser analisada até as últimas consequências"

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Segundo ele, há empresas, principalmente empreiteiras, que receberam dinheiro do governo do Estado em um dia e no mesmo dia fizeram doações para a campanha do PMDB, o que estaria criando uma grande “assimetria”, na opinião dele. Segundo Lindberg, o fato de ele ter o segundo maior tempo no horário eleitoral na TV entre os candidatos do Rio de Janeiro, com cerca de quatro minutos, vai compensar a pouca quantidade de placas da sua campanha nas ruas. 

“Essa questão da gráfica tem que ser analisada até as últimas consequências. Mas sei que ter placas agora não é determinante. Vamos ter debate, horário eleitoral gratuito”, afirmou.

Polêmica sobre água 

Questionado sobre as ameaças do governo de São Paulo, que não descarta ir à Justiça para manter reduzida a vazão do Rio Jaguari, o que prejudica o Rio de Janeiro, Lindberg disse que tentaria o entendimento, caso seja eleito.

“Nós temos que mostrar para São Paulo que não pode ser feito isso. Isso vai afetar muito o Rio de Janeiro, tem consequências diretas. Pode prejudicar o abastecimento de água no Rio, que já existe. O Estado do Rio tem que estar preparado para, se for necessário, ir para uma batalha judicial”, disse.

Na opinião dele, as declarações do governo de São Paulo foram dadas no calor do clima da campanha eleitoral. Para ele, os estados do Rio e São Paulo têm que sentar para discutir o assunto com maturidade, para que ninguém saia prejudicado.

Crise política

O caso envolvendo a gráfica e o material de campanha de candidatos ligados à prefeitura e ao governo do Estado do Rio remete à crise política que vem se instalando no país nos últimos anos.  A publicação originada do Fórum Nacional Brasil: o país das reformas, coordenada pelo ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso, faz as seguintes observações:

"Sobre a crise política, em si - problemas da maioria dos partidos: 'geleia geral' (falta de um mínimo de conteúdo programático), o troca-troca (falta de fidelidade partidária) e as 'legendas de aluguel', já citadas, que vendem seu apoio político em troca de vantagens ou mediante pagamento.

O 'faz de conta' dos gastos de campanha ('Partidos fazem de conta que prestam contas e a Justiça Eleitoral faz de conta que toma contas' - ex-Presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE do Rio de Janeiro).

Com Portal Terra

Tags: 2014, Eleições, estadual, Rio, sucessão

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