Jornal do Brasil

Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

País - Eleições 2014

Crivella critica continuísmo: "Pezão é Rosinha do Cabral"

Portal Terra

Acostumado a um discurso mais contido, sem tantos ataques, o candidato do PRB ao governo do Rio de Janeiro, Marcello Crivella, usou da ironia em campanha nesta terça-feira (12), no centro da capital fluminense, ao classificar o atual governador e rival no pleito de outubro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), como uma espécie de “Rosinha do Cabral”.

“O governador Garotinho teve um governo de oito anos, e o Cabral e o Pezão também, são o mesmo governo. O Pezão é mais ou menos a Rosinha do Cabral. No sentido de continuidade”, afirmou o senador. Anthony Garotinho e sua esposa, Rosinha, dirigiram o Palácio Guanabara entre os anos de 1999 e 2006. De lá para cá, Sérgio Cabral foi eleito e reeleito, antes de passar o bastão para Pezão.

“Eu vejo que há muitas promessas, mas quem não fez quando pôde, não vai fazer quando puder. Os candidatos que não tiveram chance ainda são os que têm mais credibilidade para apresentar suas propostas”, disse, ignorando seu outro rival na disputa, o seu colega de Senado Lindberg Farias (PT).

Crivella ainda comentou o fechamento de uma gráfica, por parte do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) que fornecia material de campanha justamente para a coligação comandada pelo PMDB e que está sendo investigada também pelo possível recebimento de dinheiro público, além de fraudar o número correto de panfletos e cartazes produzidos no local. Além disso, a gráfica tem CNPJ em um endereço onde consta um salão de beleza.

“Eu lamento profundamente. Ali é um ato que tem um simbolismo enorme. Em meio à campanha a gente descobre um oceano de caixa 2, uma serra da Mantiqueira do abuso do poder econômico e político. Por isso que eu faço uma campanha sem alianças partidárias, porque os partidos, quando vêm fazer aliança com a gente, pedem tanta estrutura, eles querem tanto material de campanha e recursos, que a gente não tem. E tem que marchar sozinho”, analisou.

Na última pesquisa Ibobe, Garotinho, Crivella e Pezão aparecem em empate técnico. O candidato do PRB participou no centro da cidade de uma entrevista para a rádio Saara - rádio comunitária do maior centro de comércio popular do Rio de Janeiro. Para o senador licenciado, “a grande questão do Saara hoje é a mobilidade urbana. Com as grandes obras feitas no Rio de Janeiro, eles tiveram um prejuízo enorme. Se eu for eleito governador, eu quero trazer para a zona portuária o novo centro administrativo.”

Ele ainda caminhou pelas acanhadas vielas do centro de comércio de rua, distribuiu autógrafos em DVDs com suas propostas de campanha e finalizou dizendo: “quero negociar com o prefeito para que os funcionários públicos contratados possam ter residência aqui, já que 35% do emprego do Rio de Janeiro está nessa região, e apenas 5% das moradias estão aqui. Precisamos levar as pessoas para morar onde tem trabalho, e trabalho para as regiões dormitórios".

Tags: 2014, Eleições, estadual, Rio, sucessão

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