Jornal do Brasil

Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

País - Eleições 2014

Lindberg promete ampliar passe livre estudantil no Rio 

Portal Terra

O candidato do PT ao governo do Rio de Janeiro, Lindberg Farias, prometeu ampliar o passe livre estudantil no Estado, criando o benefício intermunicipal, que segundo ele atenderia alunos secundaristas e universitários que estudam em uma cidade e moram em outra. Em visita a uma escola técnica estadual no bairro de Marechal Hermes, ele disse que seriam necessários cerca de R$ 110 milhões por ano para implementar o projeto, que atenderia 35 mil pessoas no Estado, principalmente universitários.

Questionado sobre de onde viria o dinheiro, ele disse que está analisando o orçamento. “Isso vai ter impacto no interior e em outras regiões do Estado. Há muita gente que mora em Natividade e estuda em Itaperuna, por exemplo. Vai ajudar quem mora na Baixada Fluminense e em Niterói e estuda na capital. Vai ajudar os pobres a permanecerem na universidade”, afirmou.

Durante a visita à escola, Lindberg foi apresentado como o candidato “cara pintada”, “que tirou o ex-presidente Fernando Collor de Mello”. Ele foi questionado por alunos sobre o que estudou e sobre transporte e usou o microfone durante um sarau de poesias promovido no pátio da escola. Depois, saiu em caminhada pelo bairro, com militantes carregando poucas bandeiras.

O senador petista disse que sua campanha arrecadou menos do que ele esperava. Lindberg declarou ter arrecadado R$ 637,7 mil e ter feito despesas que totalizaram R$ 284,8 mil ao Tribunal Superior Eleitoral. Adversários dele ao cargo arrecadaram mais, como o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) que conseguiu R$ 5,7 milhões, e Anthony Garotinho (PR), que obteve R$ 3 milhões. Ambos aparecem mais bem colocados em pesquisas de intenção de voto. Questionado sobre quem eram os doares de sua campanha, o petista não soube responder.

Ele disse que apesar de ter arrecadado menos do que gostaria, acredita que a situação mudará quando a campanha eleitoral gratuita na TV começar, pois espera que isso leve a um resultado melhor nas pesquisas de intenção de voto, atraindo mais doadores. Na opinião dele, os seus adversários arrecadaram mais porque têm uma “máquina eleitoral” maior. “Não tenho estrutura financeira para levantar tantas placas, colocar gente contratada nas ruas, como eles têm. Mas temos uma facilidade, que é poder dialogar com as pessoas e eles não conseguem fazer isso”, afirmou o petista.

Tags: 2014, Eleições, estadual, Rio, sucessão

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