Jornal do Brasil

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

País - Eleições 2014

Alckmin garante água até 2015 e defende atuação da PM 

Portal Terra

Vivendo um momento turbulento no seu mandato de governador por causa da situação crítica do Sistema Cantareira, o candidato à reeleição Geraldo Alckmin minimizou as preocupações levantadas em torno da falta de água nas regiões Norte, Leste e Oeste da capital paulista em entrevista ao Estado de S. Paulo nesta segunda-feira. Questionado se a capital corre risco de racionamento, o político do PSDB chegou a afirmar que "estamos em um momento excepcional e que a água está garantida".

"Enfrentamos um fato climático atípico porque tivemos um grande calor e pouca chuva. Substituímos muitas áreas que eram atendidas pelo Sistema Cantareira por outros. A segunda medida foi o DRP (Planejamento das Necessidades de Distribuição, na sigla em inglês), que o mundo inteiro utiliza e que é importante para evitar desperdício. A terceira é que fomos o único Estado que passou a dar um bônus por redução do uso de água. Conseguimos reduzir o consumo. Um conjunto de medidas que nos proporcionou uma redução de oito metro cúbicos por segundo no Sistema Cantareira", explicou Alckmin, que defendeu que seu governo e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) garantiram o abastecimento da região metropolitana mais populosa do Brasil.

O governador lembrou do primeiro mandato de Mário Covas e disse que, na época, mesmo com chuvas havia seis milhões de pessoas em rodízio permanente de água. Defendendo-se de acusações que investimentos não foram feitos neste setor, Alckmin se amparou em dados de reclamações da ouvidoria da Sabesp, que diminuíram de 28 mil no último ano para 15 mil em 2014.

"Estamos preparados para chegar até o começo do ano que vem", garantiu o candidato à reeleição do PSDB.

Governador pede fim de críticas à PM 

Questionado sobre a atuação da Polícia Militar durante as manifestações populares dos últimos dois anos, especialmente pela variação de postura rígida em um dia e suave em outro, Geraldo Alckmin fez um pedido em defesa à organização, criticada por excessos no trato com o público que foi às ruas reivindicar diferentes causas.

"Primeiro eu acho que a gente precisa parar de falar mal da Polícia. Ele tem agido com absoluto profissionalismo. Garantir o direito de manifestação, a integridade dos manifestantes. Agora, vandalismo, depredação, gente que se esconde atrás de máscara para destruir patrimônio público é inaceitável", declarou o governador paulista, para depois garantir que a Corregedoria é "extremamente atuante" e lembrar que a PM do Estado é a de menor letalidade do País.

Alckmin continuou a elogiar a organização, se apoiando nas estatísticas de segurança pública. "O Estado de São Paulo tinha, 16 anos atrás, um número de homicídios, por 100 mil habitantes, de 35. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda 10. Saímos do quinto Estado mais violento para o segundo mais seguro do País", lembrou o governador.

Transporte, saúde e críticas ao governo federal 

Se deparando com uma pergunta sobre a abertura de menos estações do metrô do que o prometido no início do seu atual mandato, Alckmin rebateu explicando que não há no continente um lugar com tantos quilômetros deste meio de transporte em obras como São Paulo.

"Todo o governo quer entregar as suas obras, você quer fazer o máximo, trazer benefício. Hoje não há na América Latina, talvez na China, um lugar com 101 km de obras do metrô", afirmou o político, destacando na sequência que em 40 dias será inaugurada a Estação Fradique Coutinho da Linha 3 Amarela e que três "tatuzões" trabalham simultaneamente na construção de dez estações da Linha 5 Lilás. O governador também lembrou que a Linha 15 Prata do monotrilho já está testes, embora não para a população da região.

Alckmin também minimizou o caso do cartel da Siemens e disse que o governo foi vítima do escândalo. "Entramos na Justiça contra a Siemens, processamos as demais empresas e continuamos o processo investigatório", declarou.

O governador não ficou apenas na defensiva, tecendo críticas contidas ao governo federal no que diz respeito ao controle de fronteiras do Brasil, na sua visão falho e responsável pela entrada de drogas como o crack no País. Falando sobre o entorpecente, Alckmin elogiou a ação do prefeito Fernando Haddad no tratamento de dependentes químicos, não perdendo a oportunidade para falar de um hospital inaugurado pelo Estado em Botucatu, criado para tratar deste tipo de doente.

Tags: 2014, e stadual, Eleições, SP, sucessão

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