Jornal do Brasil

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

País - Eleições 2012

Panorama das eleições municipais de São Gonçalo

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Com a atual prefeita Aparecida Panisset, que venceu as duas últimas eleições no 1º turno, fora da disputa, a vida dos possíveis candidatos à prefeitura de São Gonçalo (Região Metropolitana) deve ficar mais fácil. O vencedor, porém, não terá moleza para administrar a segunda cidade mais populosa do Rio de Janeiro. Segundo o Tribunal Regional Eleitora do Rio de Janeiro (TRE-RJ), pouco menos de 660 mil pessoas devem ir às urnas em 5 de outubro.

A instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na vizinha Itaboraí, e seus consequentes danos ambientais, além da crescente onda de violência que atinge a Região Metropolitana, são alguns dos desafios a serem enfrentados.

O novo prefeito terá, por exemplo, de viabilizar verba para pagar gratificação aos policiais que trabalharão nas possíveis Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) que devem ser instaladas no município. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes paga R$ 500 para cada um dos mais de 3,9 mil policiais militares lotados em UPPs

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Alice Tamborindeguy (PP)

Irmã da socialite Narcisa Tamborindeguy, Alice Tamborindeguy nasceu no Rio de Janeiro, mas foi morar em São Gonçalo, depois do casamento, com o marido, gonçalense de nascimento. Iniciou sua carreira política em 1986, quando foi eleita deputada estadual pela primeira vez. Desde então, exerceu seis mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Hoje, não exerce cargo político.

Se confirmada sua candidatura, não será seu debute no pleito. Alice concorreu ao posto de chefe do executivo municipal no ano 2000, tendo recebido 85 mil votos no primeiro turno das eleições, ou 20% do total. Ainda em São Gonçalo, ela comandou a Secretaria Municipal de Cultura no ano de 2008.

Neilton Mulim (PR)

Deputado federal em seu segundo mandato consecutivo, o professor de matemática Neilton Mulim é outro que deve concorrer à prefeitura de São Gonçalo. Vereador por três mandatos  de 1997 até 2008, ele tentou, em 2008, eleger-se vice-prefeito do município na chapa encabeçada pelo deputado estadual Altineu Cortes, que ficou em terceiro lugar com 18,87% dos votos, ou 91.108.

Ainda em São Gonçalo, Mulim presidiu a Fundação Municipal de Apoio à Educação e Assistência à Infância e Adolescência entre os anos de 1993 e 1995, e posteriormente em 2003, foi secretário Municipal de Desenvolvimento Social entre 2002 e 2004. Em âmbito estadual, dirigiu a Secretaria da Infância e Juventude, no ano de 2005.

Adolpho Konder (PDT)

Atual secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Adolpho Konder Homem de Carvalho Filho tem a seu favor o apoio da prefeita Aparecida Panisset (PDT), de quem foi chefe de gabinete por quatro anos. Membro de família atuante na política de Santa Catarina – seu avô foi governador do estado – disputará uma eleição pela segunda vez. Em 2010, tentou eleger-se deputado federal, e obteve 35,8 mil votos.

Já exerceu o cargo de coordenador de Políticas de Juventude do Governo do Estado do Rio de Janeiro, em 1997, durante o governo Marcello Alencar. Em 1998, Cesar Maia o convidou para ser diretor da Fundação Rio Esportes do Município do Rio de Janeiro. Já foi secretário geral do extinto PFL, hoje DEM.

Graça Matos (PMDB)

Deputada estadual por cinco mandatos consecutivos, Graça Matos foi eleita pela primeira vez em 1990. Este ano, com Aparecida Panisset impossibilitada de se candidatar por estar exercendo seu segundo mandato na prefeitura, Graça, teoricamente, tem mais chances de se eleger, já que foi segunda colocada nas últimas duas eleições para prefeito de São Gonçalo. Na primeira tentativa, em 2004, recebeu 172.752 votos. No pleito seguinte, em 2008, 100.327 eleitores votaram nela.

É casada com o ex-deputado estadual, ex-prefeito de São Gonçalo nos mandatos 1989-1992 e 1997-2000, e atual deputado federal Edson Ezequiel.

Gilberto Palmares (PT)

Segundo vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, o deputado estadual Gilberto Palmares pode candidatar-se pela primeira vez para um cargo majoritário. Em 1996 elegeu-se vereador pelo Rio de Janeiro, não conseguindo reeleger-se em 2000. Entrou para a Alerj dois anos depois, reelegendo-se em 2006 e 2010.

No ano de 1999, durante mandato de Anthony Garotinho, ocupou o cargo de secretário Estadual do Trabalho e Renda. Dois anos mais tarde, foi presidente estadual do PT. Com longa carreira no sindicalismo, foi um dos fundadores da Central Única do Trabalhador (CUT).

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