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Quinta-feira, 19 de Julho de 2018 Fundado em 1891

Economia

Cielo cai com saída de CEO

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São Paulo - Líder do mercado brasileiro de meios de pagamentos, a Cielo, parceria entre o Bradesco, Banco do Brasil, Itaú (Rede) e Caixa, assustou ontem os investidores ao anunciar, antes da abertura da Bovespa, a saída, voluntária, do presidente Eduardo Gouveia. Os papéis da empresa caíram 7,8% na abertura, mas após teleconferência com analistas, quando o vice-presidente do Conselho de Administração da Cielo e vice-presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, tranquilizou os acionistas, as ações reagiram no final da manhã e chegaram a subir 1,6%, às 12h42. No final do dia, Cielo ON fechou a R$ 16,90, com queda de 3,05%, enquanto o Ibovespa subia 0,97%, acumulando alta de 2,11% na semana. 

Noronha afirmou que a Cielo não pretende fechar capital nem fazer qualquer mudança brusca em sua estratégia e que vai defender a sua liderança no mercado. Ele acrescentou que já há uma lista de nomes de candidatos possíveis a suceder Gouveia no comando da Cielo. Não há prazo para a nomeação do próximo CEO, mas a expectativa de que seja em até 60 dias. Interinamente, o posto será exercido por Clovis Poggetti Junior, atual Vice-Presidente Executivo de Finanças e Diretor de Relações com Investidores. 

O diretor de Relações com Investidores da Cielo, Victor Schabbel, reforçou que o sucessor pode vir da própria companhia, do conglomerado dos acionistas controladores e também do mercado. São ventilados no mercado os nomes do presidente da Bandeira Elo, Eduardo Chedid, do presidente da Alelo, Raul Moreira, e ainda do presidente da Livelo, programa de fidelidade de Bradesco e BB, Alexandre Rappaport. Moreira é visto como um dos executivos mais bem preparados para o posto, enquanto Chedid, quando ainda estava na Cielo, era tido como o “segundo homem” da companhia e na linha de sucessão do então presidente Rômulo Dias.



Tags: bovespa, cielo, economia, investidores, mercado

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