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Domingo, 27 de Maio de 2018 Fundado em 1891

Economia

Cenário externo leva dólar a encostar em R$ 3,45

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Embalado pela alta dos juros nos mercados americanos, o dólar mais uma vez subiu nesta segunda-feira, 23, em relação a todas as moedas, de países emergentes e desenvolvidos, o que reforçou a tese de que o movimento cambial dos últimos dias não é somente uma aversão ao risco por parte de investidores, mas sim uma reprecificação do dólar globalmente.

Na máxima do dia, o dólar chegou a atingir R$ 3,4537, mas fechou a R$ 3,4497, com alta de + 1,19%. O giro ficou em US$ 644 milhões. Essa é a maior cotação da moeda desde 2 dezembro de 2016. O dólar para maio, perto das 17h, subia 1,05% e movimentava cerca de US$ 15,6 bilhões.

"Na quinta e na sexta-feira da semana passada, na comparação com outras moedas emergentes, o real até que perdeu um pouco menos, mas hoje entrou no bolo, com variação mais expressiva", resumiu Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos. "Mas não se trata apenas de um movimento de fuga de países com mais risco, em função da alta das taxas americanas apenas, uma vez que o dólar também sobe ante as moedas dos países do G-10 e o ouro está em queda. Parece mais uma reprecificação de preços de ativos", afirmou.

Crespo acredita que o dólar manterá esse comportamento de valorização durante toda a semana, em função das expectativas para a divulgação, na sexta-feira (27), da inflação ao consumidor pelo PCE, que acompanha o dado preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Além disso, ele destaca que nesta semana sairão dados de balanços de 180 companhias americanas. Confirmado o aquecimento da economia por lá, deverá se solidificar no mercado a expectativa de que o Federal Reserve possa elevar os juros mais rapidamente.

No pregão de hoje, a T-Note de 10 anos chegou até a máxima de 2,997%, muito perto dos 3%. Perto das 17h15, estava em 2,972%. Às 17h05, o dólar estava em alta em relação ao rublo (+0,73%), ao peso chileno (+1,14%), ao dólar australiano (+0,88%); ao dólar canadense (+0,69%%); ao peso mexicano (+2,31%) e o rand sul-africano (+2,53%).



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