Jornal do Brasil

Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018 Fundado em 1891

Economia

Temer dirá em Davos que "Brasil voltou" e que recessão foi superada, diz Moreira

Agência Brasil

O ministro da da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, divulgou neste sábado (20) um vídeo no qual antecipa alguns pontos da mensagem que o presidente Michel Temer levará ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Segundo o ministro, será “uma mensagem singela e curta de que o Brasil voltou”, já tendo superado a recessão e a inflação de mais de 10%.

“Retornamos [a Davos] para dizer que enfrentamos a mais grave crise econômica de nossa história, superamos a recessão, baixamos a inflação de mais de 10% para 2,9%, abaixo do piso”, disse o ministro por meio de sua conta no Facebook. “Tivemos uma baixa na taxa de juros, aumentou o desempenho da economia brasileira, o PIB vem crescendo, e as projeções são extremamente positivas”, acrescentou.

Ministro comentou discurso de Temer na Suíça
Ministro comentou discurso de Temer na Suíça

Segundo Moreira Franco, as taxas de juros têm permitido que as pessoas voltem a fazer compras por meio de crediário e que os investidores tenham mais acesso ao crédito. “A economia está se reencontrando em uma trajetória que é nossa, do povo brasileiro, que é a do crescimento e da geração de emprego e renda”, destacou.

O ministro disse que a situação estaria melhor caso a reforma da Previdência já tivesse sido aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo ele, a não aprovação da reforma é “um problema que tem atemorizado”, a ponto de prejudicar as avaliações externas sobre o país, “inclusive provocado mais recentemente uma queda no rating, no grau de investimento do Brasil”.

No dia 11, a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixou o Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento com perspectiva estável – termo que significa que a agência terá de esperar pelo menos seis meses para alterar a nota do país.

Grau de investimento representa a garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública. Por meio de um comunicado, a S&P informou que o Brasil está demorando para implementar as reformas que reduzam os riscos fiscais do país, principalmente a da Previdência. Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento.

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