Jornal do Brasil

Domingo, 19 de Novembro de 2017

Economia

Petróleo fecha estável na expectativa do aumento de produção nos EUA

Jornal do Brasil

Nesta terça-feira (17), os futuros do petróleo encerraram o pregão do dia em estabilidade, com a expectativa pelo aumento da produção nos Estados Unidos, e com a redução da oferta com a queda das tensões no conflito entre o governo do Iraque e curdos no norte do país. Os barris do WTI fecharam a US$ 51,88, enquanto o Brent teve uma alta de US$0,20, encerrando a sessão a US$58,02 o barril.

O Iraque anunciou nesta terça que a produção de petróleo voltou à normalidade, mas mesmo assim o preço da commodity avança. O Brent conseguiu ultrapassar os US$ 58. ~

O avanço das tensões criam um dilema para os Estados Unidos, que é aliado dos dois lados, e armou e treinou tropas iraquianas e curdas, como parte de sua campanha contra o Estado Islâmico. O presidente Donald Trump disse à imprensa nesta segunda-feira que o governo norte-americano deve seguir sem tomar posição.

Às 9h32, o barril de Brent para dezembro negociado na ICE, em Londres, tinha alta de 0,40%, a US$ 58,05. Já o barril de WTI para entrega em novembro, negociado no Nymex, em Nova York, avançava 0,42%, a US$ 52,09.

Na semana passada, a commodity avançou após queda maior que a esperada nos estoques de petróleo bruto dos EUA, dados sobre forte importação da China e sinais de que o mercado finalmente pode alcançar um reequilíbrio. As importações da China, maior importadora de petróleo do mundo, aumentaram 18,7% no mês passado.

A Opep divulgou na quarta-feira (11) seu relatório mensal, no qual aponta projeção de uma demanda maior por petróleo em 2018 e reforça os sinais de recuperação do mercado, destacando os efeitos do acordo iniciado pelo grupo em janeiro. De acordo com o relatório, a projeção de demanda pelo petróleo da Opep para 2018 subiu em 230 mil barris diários, para 33,06 milhões, em relação ao relatório anterior.

Relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgado na quinta-feira, por sua vez, apontou que a oferta global da commodity aumentou 90 mil barris por dia em setembro em relação a agosto, para 97,5 milhões de barris por dia -- alta puxada principalmente pela produção norte-americana. Por outro lado, a entidade apontou que a oferta e a demanda de petróleo bruto serão largamente reequilibradas no ano que vem.

A Opep firmou um pacto em novembro, iniciado em janeiro deste ano, para congelar cerca de 1,8 milhão de barris diários até junho. Em maio, o prazo foi ampliado em nove meses, até março de 2018. A próxima reunião da Opep está marcada para o dia 29 de novembro, em Viena. Nesta semana, o secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo, informou que consultas estão em andamento para uma possível extensão no acordo de corte, que termina em março, com possibilidade de adesão de mais países.

Os barris de petróleo, que custavam em torno dos US$ 100 até o final de 2014, chegaram abaixo de US$ 30 no ano passado, devido ao excesso de oferta global.

Tags: barril, cotação, economia, estabilidade, petroleo

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