Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

Economia

'Bloomberg': Opep prevê expansão ‘saudável’ da demanda por petróleo até 2022

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Matéria publicada nesta segunda-feira (16) pela Bloomberg conta que de acordo com  o chefe da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a demanda por petróleo crescerá a um “ritmo saudável” nos próximos cinco anos em meio à expansão mais veloz das fontes renováveis que o de todos os demais tipos de energia.

"A demanda bruta aumentará em média 1,2 milhão de barris por dia até 2022 e diminuirá para 300.000 barris por dia entre 2035 e 2040", disse o secretário-geral da Opep, Mohammad Barkindo, no domingo, no Kuwait, dando uma prévia do 2017 World Oil Outlook, projeção da Opep que será divulgada em 7 de novembro. 

"A participação dos combustíveis fósseis na matriz energética global ficará em menos de 80 por cento em 2020 e cairá para 75,4 por cento em 2040", disse ele.

"As fontes eólica, solar, geotérmica e fotovoltaica serão os tipos de energia de mais rápido crescimento, com aumento médio de 6,8 por cento ao ano de 2015 a 2040, mas ainda representarão menos de 5,5 por cento da matriz energética total do mundo em 2040", disse ele.

 Chefe da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) diz que a demanda por petróleo crescerá a um “ritmo saudável” em meio à expansão mais veloz das fontes renováveis 
 Chefe da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) diz que a demanda por petróleo crescerá a um “ritmo saudável” em meio à expansão mais veloz das fontes renováveis 

Bloomberg afirma que Barkindo discutiu sua perspectiva para a demanda por petróleo em um momento em que Opep e produtores aliados enfrentam um excesso de oferta global que fez os preços caírem para metade do pico registrado em 2014. 

Segundo a reportagem, a Opep, a Rússia e outros fornecedores debatem se devem prolongar os cortes de produção que expiram em março e que foram estabelecidos para reduzir o excedente — alimentado em parte pelo xisto dos EUA — e reforçar os preços. O petróleo Brent, que é usado como referência e era comercializado a US$ 57,17 por barril no fechamento de sexta-feira, subiu 0,6 por cento neste ano devido ao efeito dos cortes, realizados em janeiro. A Opep planeja se reunir no mês que vem em Viena para estudar opções.

“A perspectiva de médio prazo para a demanda por petróleo é de alta significativa até 2022, com um aumento anual médio saudável”, disse Barkindo. “Na matriz energética global, prevemos que os combustíveis fósseis manterão um papel dominante, mas com queda da participação global até 2040.”

Com o crescimento da economia mundial e a expectativa de expansão da demanda por petróleo em 1,45 milhão de barris por dia neste ano, os indicadores do mercado de petróleo estão “melhorando rapidamente”, disse Barkindo. Os estoques dos países desenvolvidos permaneciam no início do ano em 338 milhões de barris acima da média de cinco anos, principal critério da Opep para avaliar o reequilíbrio do mercado. Em agosto, estavam em 159 milhões de barris, disse ele.

A quantidade de petróleo em armazenamento flutuante também diminuiu em um total estimado em 40 milhões de barris desde o início do ano, disse ele. O backwardation no mercado de Brent é mais um sinal de melhora das condições do mercado, disse Barkindo.

“Manter a sustentabilidade da estabilidade do mercado depois de 2018 é um pré-requisito absoluto para que os investimentos possam cobrir a demanda futura por petróleo”, disse Barkindo. “Indo além de nossas projeções e do impulso positivo que vemos agora ainda existe a necessidade fundamental de garantir uma estabilidade sustentável para que o mercado não pare quando os estoques necessários forem usados.”

>> Bloomberg

Tags: ações, brasil, comércio, economia, estados unidos, fgts, impostos, interncional, mercado, recessão, tecnologia, temer, trump

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