Jornal do Brasil

Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Economia

'Bloomberg': Investidores questionam fôlego de moedas emergentes

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Matéria publicada nesta quarta-feira (20) pela Bloomberg analisa que após dois anos de ganhos quase ininterruptos nas moedas de países emergentes em relação ao dólar, é hora de mudar a estratégia.

De acordo com a reportagem, para participantes do mercado, a queda de 16 por cento do dólar em relação a uma cesta de moedas dessas nações desde janeiro de 2016 talvez tenha ido longe demais. O último dado de inflação na maior economia do mundo intensificou essa preocupação, pois pode dar ao banco central (Federal Reserve) mais justificativas para apertar a política monetária. Paralelamente, o crescimento econômico na Europa e no Canadá prejudicou o dólar, que pode estar no ponto para uma recuperação.

Isso não significa que a valorização nos mercados emergentes tenha terminado, destaca Bloomberg. Sinais de que a demanda da China por matérias-primas se manterá robusta e a melhora nos déficits em conta corrente de diversos países, incluindo Índia e Gana, sugerem que essas economias podem continuar se expandindo rapidamente, sustentando suas moedas.

Bloomberg afirma que último dado de inflação na maior economia do mundo intensificou essa preocupação
Bloomberg afirma que último dado de inflação na maior economia do mundo intensificou essa preocupação

“A tendência de alta nas moedas de mercados emergentes ainda está apenas no começo”, disse Anders Faergemann, gestor sênior de fundos da PineBridge Investments, em Londres, que supervisiona aproximadamente US$ 80 bilhões globalmente e está diversificando a captação do dólar para o euro e a coroa sueca. 

“Considerando a perspectiva atual de crescimento e inflação, investidores de longo prazo deveriam usar a potencial força do dólar para reavaliar suas exposições.”

Para o gestor de recursos Paul McNamara, que supervisiona US$ 8,6 bilhões em dívidas de países emergentes na GAM UK, em Londres, também é hora de começar a usar outras moedas de financiamento, incluindo euro e dólares australianos e canadenses.

Ele entende que nenhuma moeda de nação em desenvolvimento está “superbarata e superatraente” após dois anos de ganhos, mas que algumas transações ainda são vantajosas. McNamara está focando no real, na rúpia da Indonésia e no ringgit da Malásia.

Na avaliação dele, a moeda brasileira se beneficiará da melhora do balanço de pagamentos e do crescimento econômico, ao passo que a moeda da Indonésia proporciona rendimento elevado e sua trajetória de crédito se renovou. No caso da Malásia, o saldo comercial é sólido e o ativo ainda está barato.

>> Bloomberg

Tags: ações, brasil, comércio, economia, estados unidos, fgts, impostos, interncional, mercado, recessão, tecnologia, temer, trump

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